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Secretário fala sobre eficiência das câmeras corporais

O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou que as câmeras corporais utilizadas por policiais militares foram fundamentais para o avanço das investigações sobre a morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, de 33 anos. Segundo ele, as imagens registradas pelos equipamentos integraram o conjunto de provas que levou ao indiciamento da policial militar suspeita de efetuar o disparo.

Ao comentar o caso, Werner lamentou a morte do comerciante e destacou que a investigação foi tratada com prioridade desde o início.

“Em primeiro lugar, mais uma vez lamentar o episódio ocorrido com Léo Lanches. A gente, desde o início, tratou o caso com todo cuidado e prioridade. A Polícia Militar abriu um procedimento administrativo, a Polícia Civil seguiu com o inquérito e as perícias foram realizadas. A Polícia Civil chegou à conclusão por uma gama de elementos, e as câmeras corporais foram um desses”, afirmou.

O secretário ressaltou que a soldado investigada responderá pelos fatos apontados no inquérito, respeitando o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Werner aproveitou para defender a importância da tecnologia no trabalho das forças de segurança. Segundo ele, as câmeras corporais garantem mais transparência às ações policiais e também servem como instrumento de produção de provas.

“As câmeras corporais são utilizadas em mais de 30 unidades da Polícia Militar, na Polícia Civil e no DPT. Elas servem para garantir a transparência das ações policiais e como meio de prova. São também uma forma de cada vez melhorar as nossas abordagens”, disse.

O secretário também anunciou que o governo pretende ampliar o uso dos equipamentos em outras unidades policiais.

“Em breve, vamos instalar essas câmeras em outras unidades e a ideia é que a gente possa estar cada vez mais próximo da comunidade e buscando uma atuação qualificada das forças de segurança”, completou.

Prisão da policial

A declaração foi dada dias após a prisão preventiva da soldado da Polícia Militar Valdilene Nonato Santos França, investigada pela morte de Léo Lanches. Ela foi inicialmente encaminhada ao Batalhão de Choque da PM e, posteriormente, teve a transferência determinada para o Conjunto Penal Feminino de Salvador.

A investigação da Polícia Civil apontou compatibilidade entre o projétil que atingiu o comerciante e a arma utilizada pela policial. Além das perícias balísticas, os investigadores analisaram imagens das câmeras corporais dos agentes envolvidos na ocorrência.

Outro policial militar que participou da ação também já prestou depoimento e deverá ser ouvido novamente. Até o momento, não há pedido de prisão contra ele.

Caso Léo Lanches

Leonardo Gil Lima foi baleado na cabeça durante uma ação da Polícia Militar no bairro de São Cristóvão, em Salvador, no dia 23 de julho. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

Durante a investigação, a delegada responsável pelo caso afirmou que, embora a região seja marcada pela atuação de facções criminosas, não foram encontrados elementos que confirmassem a existência de uma troca de tiros no momento em que o comerciante foi atingido.

O inquérito será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que darão prosseguimento ao processo criminal.



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