Virgínia Fonseca anunciou nesta sexta-feira, 21, o fim da sua parceria comercial com a Blaze, casa de apostas online. A decisão da influenciadora veio após o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) pedir a condenação dela e o pagamento de, no mínimo, R$ 120 milhões em indenização por danos morais coletivos.
Isso porque, de acordo com os promotores, Virgínia e a Blaze adotariam práticas abusivas, promoveriam a retenção sistemática de valores e imporiam metas de apostas aparentemente inatingíveis.
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“Sua atuação [Virginia] como ‘garota-propaganda’ não é neutra; ela é o braço operacional da captação, executando a mensagem enganosa e induzindo à aposta. O Código de Defesa do Consumidor adota a teoria do risco-proveito, imputando responsabilidade a quem expõe terceiros a riscos para obter benefícios”, escreveu o promotor Paulo Roberto Binicheski.
A ação judicial foi motivada por mais de 42 mil denúncias contra a Blaze. Na petição inicial, o MP afirma que a instauração do procedimento decorreu de “dois vetores investigativos convergentes”.