Com a segunda-feira, 3, batendo à porta e a rotina voltando com tudo, encontrar uma série que prenda a atenção sem pedir dias de dedicação é sempre bem-vindo. Uma boa pedida é “Eu vou te encontrar” (I Will Find You), da Netflix.
A produção é mais uma adaptação da obra do escritor Harlan Coben para o streaming, a 13ª a virar série na plataforma, e, mesmo sem grandes pretensões de roteiro, entrega tensão suficiente para embalar o início da semana.
São apenas oito episódios, com cerca de 40 minutos cada, totalizando pouco mais de cinco horas de maratona. Tempo suficiente para uma trama recheada de fugas, reviravoltas e um mistério envolvendo um pai condenado injustamente.
Uma condenação injusta dá início ao mistério
A história acompanha David Burroughs (Sam Worthington), ex-professor universitário que cumpre pena perpétua havia cinco anos numa penitenciária do Maine. Ele foi condenado pelo assassinato do próprio filho, Matthew, de apenas 3 anos, num crime tão brutal que a identidade da criança só pôde ser confirmada por teste de DNA.
Preso modelo, David jura inocência desde o início, mas ninguém acredita nele, nem mesmo a ex-mulher Cheryl (Erin Richards), hoje casada de novo e grávida.
Tudo muda quando a ex-cunhada de David, a jornalista Rachel Mills (Britt Lower), aparece na prisão com uma foto recente de um garoto extremamente parecido com Matthew, sinal de nascença incluso. A partir desse momento, David tem certeza: o filho está vivo.
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Cada episódio empurra o público para uma nova fuga
Ajudado pelo diretor da prisão e pelo filho dele, David escapa e embarca numa corrida contra o tempo para encontrar o menino da foto. A partir daí, a trama vira um festival de coincidências, pistas falsas e desvios de rota entre Boston, Nova York e até a Suíça.
A estrutura folhetinesca aposta em reviravoltas frequentes: aliados que se revelam vilões, policiais convenientemente incompetentes e uma geografia elástica que muda a cada episódio. É esse ritmo acelerado que sustenta a maratona, mesmo quando a lógica da história deixa a desejar.
Elenco ajuda a disfarçar as fragilidades do roteiro
Um dos pontos mais fortes da produção é o elenco. Sam Worthington e Britt Lower formam uma dupla protagonista eficiente, sustentando boa parte da tensão da trama.
A presença de Milo Ventimiglia, eternizado como Jack em “This Is Us”, é um reforço bem-vindo para quem acompanha séries de drama e suspense. Madeleine Stowe também aparece no elenco, trazendo ecos de sua fase em “Revenge”.
Vale a pena?
Sim, com ressalvas. “Eu vou te encontrar” não é para quem busca sofisticação de roteiro, mas funciona bem como entretenimento leve para começar a semana. A série abandona qualquer compromisso com a verossimilhança conforme avança, mas o ritmo garante que cada episódio empurre o público para o próximo.
Com apenas oito episódios de cerca de 40 minutos, a produção é uma opção rápida para quem quer uma sessão de suspense despretensioso nesta segunda-feira.