Eleições: barrar o fascismo

Ponho-me a perguntar: será que temos a dimensão da importância das próximas eleições? Inequivocamente decisivas, espécie de esquina civilizatória. Perdêssemos, e a América Latina se converteria por não sei quanto tempo no quintal dos EUA, tal e qual prega o atual presidente norte-americano. Destino do continente entregue às forças da extrema-direita, representada no Brasil pelo filho do ex-presidente golpista, Bolsonaro, hoje devidamente condenado.Essa extrema-direita, de matriz fascista, desenvolveria políticas voltadas a maximizar o lucro das multinacionais e de burguesias associadas a elas. Reafirmaria o neoliberalismo, e teria como diretriz esmagar quaisquer sinais de resistência: combater os sindicatos, associações populares, partidos de oposição. Seria isso. Não será. Tenho convicção de nossa capacidade para impedir essa barbárie: tornar mais ricos os já muito ricos. O inverso do projeto capitaneado pelo PT e forças aliadas, sob o comando do presidente Lula. Houve enorme esforço no sentido da reconstrução do País, de fazer voltar políticas públicas destinadas a melhorar a vida do nosso povo, distribuir renda. O próximo mandato deve consolidar tal reconstrução, e dar passos decisivos no sentido de enfrentar a desigualdade, ainda a nos atormentar.

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Como vamos admitir um retrocesso? Acontecesse, nos levaria a nos tornar uma Argentina, enfrentando o desastre do governo Javier Milei. País de quase 46 milhões de habitantes, metade da população sob insegurança alimentar, passando fome – a grande obra do atual presidente.A chamada austeridade tem levado a Argentina à bancarrota, só não acontecendo por enquanto graças à mão amiga de Trump, representada por uma linha de financiamento de US$ 20 bilhões. Metade da população recusa as políticas neoliberais daquele governo.O povo brasileiro teve consciência em 2022, e derrotou o ex-presidente golpista, e as instituições deram conta do recado ao enfrentar o golpismo e puni-lo de modo exemplar. E saberá decidir favoravelmente à continuidade desse projeto, cuja orientação vem mudando o Brasil, melhorando a vida da nossa gente, especialmente dos mais pobres. O próximo mandato irá assegurar mudanças estruturais, de modo a garantir o enfrentamento de nossas ainda profundas desigualdades, e seguir afirmando nossa soberania. Vamos, na Bahia, reeleger o governador Jerônimo Rodrigues, chegando com ele ao sexto mandato do projeto que mudou radicalmente a face da Bahia, especialmente com políticas de fortalecimento da agricultura familiar, uma revolucionária atenção à Saúde, um zelo muito especial com a Educação de nossa juventude. Vamos eleger nossos candidatos ao Senado, Wagner e Rui, e fortalecer nossas bancadas parlamentares estaduais e federais. Nossa vitória será um marco em toda a América Latina.*Emiliano José é jornalista e escritor

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