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João Amoêdo declara apoio a Lula e aponta riscos em eventual governo Flávio Bolsonaro

O empresário João Amoêdo declarou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Em um pronunciamento, ele criticou os dois candidatos, mas afirmou considerar um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) mais arriscado para o futuro político do país.

“Entre a irritação com um novo governo Lula e o risco que representa um governo Bolsonaro, fico com a primeira opção”, afirmou Amoêdo, ao explicar sua posição diante da disputa marcada pela polarização entre petismo e bolsonarismo.

Apesar do apoio ao atual presidente, o empresário fez duras críticas à gestão petista. Ele citou a condução das contas públicas, a polarização política, as indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a ausência de diálogo com setores que pensam de forma diferente.

Empresário é uma das referências da direita liberal

João Amoêdo é engenheiro, empresário do setor financeiro e fundador do Partido Novo, criado em 2011. Ele ganhou projeção nacional ao disputar a Presidência da República em 2018, com uma plataforma econômica liberal, marcada pela defesa de privatizações, redução da participação do Estado na economia e equilíbrio das contas públicas.

Embora seja identificado com a direita liberal, Amoêdo se distanciou do bolsonarismo e passou a criticar a polarização política. Em 2022, declarou voto em Lula no segundo turno, decisão que provocou uma crise com integrantes do Novo. Posteriormente, deixou a legenda.

No pronunciamento atual, ele voltou a defender uma alternativa à disputa entre os dois campos políticos e demonstrou frustração com a falta de uma candidatura competitiva fora dessa polarização.

Amoêdo critica Lula e rejeita candidatura de Flávio

Ao avaliar o presidente, o empresário afirmou que Lula cometeu erros ao longo do mandato e criticou medidas que, em sua avaliação, ampliaram os gastos públicos. Também questionou a decisão do petista de disputar um novo mandato.

Sobre Flávio Bolsonaro, Amoêdo declarou que o senador não teria experiência ou credenciais suficientes para governar o país. Ele mencionou suspeitas e controvérsias associadas ao candidato, incluindo o caso das chamadas “rachadinhas”, lavagem de dinheiro e relações com integrantes de milícias. Essas referências fazem parte das críticas apresentadas pelo empresário.

Amoêdo também demonstrou preocupação com a possibilidade de a família Bolsonaro ampliar sua influência política. Segundo ele, um eventual governo Flávio teria condições de fortalecer aliados no Congresso e nos estados, o que poderia dificultar a renovação política em 2030.

Empresário diz que fará oposição a qualquer governo

Mesmo ao declarar preferência por Lula, Amoêdo afirmou que não pretende apoiar automaticamente um eventual novo mandato do petista.

“Serei oposição a qualquer um dos dois que vier a ser eleito”, declarou.

Na avaliação do empresário, a escolha não representa aprovação da gestão Lula, mas uma decisão diante dos riscos que atribui às duas alternativas. Ele argumentou que o segundo turno acabou reduzido à rejeição aos adversários, em vez de priorizar propostas e projetos para o país.

Amoêdo encerrou o pronunciamento defendendo o direito de manifestar sua posição política, mesmo diante de possíveis críticas, e afirmou que não deseja um país em que as pessoas tenham receio de expressar suas opiniões.

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