A Rede Mix, rede de supermercados com unidades em Salvador, virou alvo de uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) após denúncias de possível assédio eleitoral contra funcionários.
O órgão pede a suspensão imediata do uso de camisas com o número 22, que, segundo as denúncias, seriam obrigatórias durante o expediente. A suspeita ainda será analisada pela Justiça do Trabalho.
O caso ganhou repercussão após os músicos João Cavalcanti e Marcelo Caldi divulgarem imagens de uma unidade da rede em Salvador, onde trabalhadores apareciam usando as peças.
A investigação foi iniciada após denúncias recebidas pelo MPT e o encaminhamento de fotografias que mostrariam funcionários com as camisas diante de colegas e clientes.
MPT pede uniformes neutros e multa diária
Segundo a procuradora do Trabalho Manuella Gedeon, responsável pela ação, o órgão já havia recomendado à empresa que interrompesse qualquer prática capaz de configurar assédio eleitoral e revisasse campanhas promocionais que pudessem ser interpretadas como mensagens políticas.
Na ação cautelar, o MPT solicita que a Rede Mix adote uniformes neutros até o fim do processo eleitoral e divulgue um comunicado interno reforçando a liberdade política e o direito ao voto livre e secreto dos trabalhadores.
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O órgão também pede multa diária de pelo menos R$ 50 mil por obrigação descumprida, além de medidas para garantir que funcionários escalados no dia da votação tenham tempo para votar.
O Ministério Público pretende ainda ajuizar uma ação civil pública e solicitar eventual indenização por danos morais coletivos, caso as irregularidades sejam confirmadas.
O que diz a Rede Mix?
Em meio à repercussão, a Rede Mix afirmou que o número 22 nas camisas faz referência ao aniversário da empresa e integra uma campanha institucional comemorativa.
Em publicação nas redes sociais, a rede associou a sequência numérica à trajetória da marca e às celebrações realizadas ao longo dos anos.
A reportagem informou que entrou em contato com a empresa para obter um posicionamento específico sobre a ação movida pelo MPT. O espaço permanece aberto para manifestação. Até que haja análise judicial, as denúncias não representam comprovação de que ocorreu assédio eleitoral.