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Erros do Censo do IBGE ameaçam finanças de Prefeituras baianas

Distorções na contagem populacional do Censo Demográfico de 2022 estão encolhendo a arrecadação de dezenas de cidades baianas.

O alerta foi emitido pelo presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, que apontou perdas financeiras severas e riscos diretos à governabilidade local decorrentes das estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Projeções

Projeções da entidade indicam que cerca de três em cada dez municípios do estado correm risco iminente de estrangulamento orçamentário.

O motivo central é a queda nos indicadores de habitantes registrados na última pesquisa — números que, segundo a liderança municipalista, não correspondem à realidade demográfica de diversas localidades.

“A gestão municipal vive dos repasses constitucionais, sobretudo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Se a população é subdimensionada, a verba encolhe e o impacto cai na ponta, prejudicando quem depende do serviço público”, declarou o presidente da UPB, Wilson Cardoso.

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Impacto

A UPB enfatiza que a redução nas cotas de transferência sufoca a prestação de serviços essenciais, como saúde, educação, assistência social e infraestrutura urbana.

O quadro se mostra ainda mais crítico em municípios de pequeno porte, cuja arrecadação tributária própria é baixa e a sustentabilidade das contas depende quase exclusivamente do FPM.

Frente ao cenário, Cardoso defende que o órgão oficial de estatística reavalie os levantamentos contestados pelas prefeituras e efetue os ajustes cabíveis antes que os prejuízos se tornem irreversíveis.

Relatos reunidos pela UPB em diferentes territórios baianos apontam inconsistências no campo e falhas na busca de dados.

Mobilização e cobrança retroativa

A entidade municipalista anunciou que manterá uma articulação com prefeitos, bancadas parlamentares e órgãos do Governo Federal para pressionar o IBGE na análise dos recursos administrativos apresentados pelas gestões afetadas.

Além da revisão imediata dos indicadores populacionais, a pauta da UPB exige a compensação financeira pelos valores já perdidos.

A organização reivindica que os repasses reduzidos indevidamente em função das distorções do Censo sejam pagos de forma retroativa, permitindo que os municípios recuperem a receita frustrada.



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