Sou radialista há 28 anos, sendo 18 deles dedicados com orgulho à Região Metropolitana de Salvador. Apresentei, entrevistei, questionei, dei voz ao povo e construí, com trabalho e imparcialidade, a credibilidade do programa Bahia No Ar — líder de audiência, respeitado por quem pensa, sente e vive a realidade da nossa terra.
Fui candidato a vereador nas últimas eleições pelo PP, em oposição ao senhor Luiz Caetano, atual prefeito de Camaçari. Sou crítico do seu jeito autoritário de administrar, do modelo ultrapassado de fazer política e da incapacidade crônica de ouvir o contraditório. Mas quem me conhece sabe: o Bahia No Ar é imparcial. Sempre foi. Todos os lados têm espaço. Todos os candidatos — aliados ou adversários
sempre foram respeitados e ouvidos.
Você pode até não concordar comigo — e está no seu direito. A democracia é feita de divergências.
Mas se for honesto, saberá reconhecer: aqui não tem filtro, não tem censura. Aqui o povo fala, pergunta, reclama e é ouvido. E isso incomoda quem quer controlar tudo e todos.
Caetano não fala com o Bahia No Ar porque tem medo.
Medo do microfone. Medo da pergunta que não vem combinada. Medo de ser questionado por ouvintes. Medo de perder o controle da narrativa que tenta impor.
Pior do que fugir do microfone, é mentir sem nenhum pudor.
Dizer, em uma live e com a maior cara de pau, que em apenas seis meses fez mais do que a gestão anterior em quatro anos, é um insulto à inteligência da população. Uma afirmação absurda, que não resiste a dois minutos de questionamento sério.
Por isso, faço aqui um desafio público:
Venha, Caetano.
Responda, ao vivo, 1 hora de programa, sem cortes, sem roteiro, sem plateia combinada — apenas perguntas minhas e dos ouvintes. Sem filtro. Sem censura. Transparente como a política deveria ser.
É fácil fazer “Live Caetano entrevista Caetano”, onde só se ouvem elogios.
Difícil é sentar na frente de quem tem coragem de perguntar.
Não é o Bahia No Ar que persegue Caetano.
É Caetano que persegue o Bahia No Ar — justamente porque não consegue controlar o que é livre. Porque aqui se fala a verdade. Porque aqui se ouve o povo.
Camaçari não precisa de um “influencer de gabinete”.
Precisa de um prefeito presente, acessível, corajoso. Que enfrente os problemas — e não radialistas. Que encare a verdade — e não bloqueie quem a diz. Que converse com todos — e não apenas com seu espelho.
Caetano, o microfone está aberto. Sempre esteve.
O que falta é coragem.
Roque Santos
Radialista, advogado e comunicador do povo.