Treinador da Seleção Brasileira elogiou atitude do zagueiro do PSG e destacou coragem do defensor do Arsenal após pênalti desperdiçado na decisão europeia
Um abraço chamou a atenção logo após a final da Champions League e ganhou destaque também na entrevista coletiva de Carlo Ancelotti após a vitória da Seleção Brasileira sobre o Panamá, neste domingo (31/5), no Maracanã. Questionado sobre a atitude de Marquinhos, que foi consolar Gabriel Magalhães depois do pênalti perdido pelo defensor do Arsenal na decisão contra o PSG, o treinador italiano elogiou a postura do zagueiro brasileiro e ressaltou o valor humano do gesto entre dois jogadores que formarão a dupla de zaga da Seleção na Copa do Mundo.
Durante a cerimônia de premiação da final europeia, Marquinhos deixou a comemoração do título conquistado pelo PSG para abraçar Gabriel Magalhães, que havia desperdiçado a cobrança decisiva da disputa por pênaltis. A cena repercutiu e também foi lembrada na coletiva da Seleção.
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Ancelotti na coletivaReprodução/CBF

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Para Ancelotti, a atitude do defensor simboliza o espírito de companheirismo que ele espera encontrar dentro do grupo brasileiro durante o Mundial. “Um gesto muito bonito, de um companheiro de seleção. A atitude do Marquinhos é a de um profissional espetacular”, afirmou.
O treinador também dedicou palavras de apoio a Gabriel Magalhães, destacando que erros em momentos decisivos fazem parte da trajetória de qualquer atleta de alto rendimento.
“Estamos tristes pelo Gabriel, mas isso é o futebol. Só falham no pênaltis quem tem coragem de bater. Quem não tem coragem, não falha. Ele teve coragem”, declarou.
Ancelotti ainda procurou transformar a frustração do defensor em uma mensagem de superação, lembrando que grandes carreiras costumam ser marcadas tanto por conquistas quanto por momentos difíceis. “É uma derrota pra ele. Mas a partir dessa derrota, pode ser o começo de uma nova vitória”, constatou o comandante da Seleção Brasileira.
A expectativa é que Marquinhos e Gabriel Magalhães iniciem a Copa do Mundo como titulares da defesa brasileira, formando uma das principais parcerias do sistema defensivo montado por Ancelotti para a disputa do torneio.