Junho chega hoje, abrindo a porteira para os festejos, visando celebrar e preservar importantes tradições, sem esquecer o incentivo à inovação.
Entre os pares mais entrosados do forró, destaca-se a necessidade de investir, no mesmo compasso com a responsabilidade de prestar conta da verba pública.
Neste momento de plena alegria, a única quadrilha aceitável é a de pessoas vestidas nas roupas coloridas em coreografias perfeitas.
Como se espera de um Estado capaz de construir uma nova Bahia, a cada dia, o apoio do governo não podia faltar, complementando orçamentos.
A Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur) vai conduzir o edital de seleção pública do projeto “São João da Bahia e Demais Festejos Juninos 2026”.
São R$ 146 milhões destinados ao apoio dos municípios contemplados, permitindo a contratação de artistas e atrações culturais, ao “balancê” da economia.
Uma boa oportunidade para se verificar o mecanismo do pagamento de cachês, cotejando-se com áreas de saúde, segurança pública, mobilidade, entre outras.
Neste viés, o Ministério Público propõe medida de educação moral, permitindo ao próprio contratado dos palcos devolver parte da verba excedente.
Embora as cifras venham do erário público, cada programação municipal será de responsabilidade da prefeitura, cabendo aos gestores os elogios e as cobranças. O tempo feliz de canjicas, licores e amendoins embala o sonho de regiões.
O “anarriê”, corruptela do francês “en arrieré” – para trás –, faz sentido apenas nas danças, pois no contexto do desenvolvimento não há mais como recuar. Na formação da grande roda do interior, traçar o “caminho da roça” é função do puxador, garantindo mais um junho pleno de vida para todas e todos.
A alegria derrama também em Salvador, sabendo-se a origem rural das famílias da maioria dos 171 bairros.