Narrador relembrou trajetória nas transmissões e celebrou momento atual na carreira
O narrador esportivo veterano Galvão Bueno refletiu sobre sua trajetória nas Copas do Mundo e a nova etapa profissional ao integrar o time do SBT. Recém-contratado pela emissora para participar da cobertura da Copa do Mundo de 2026, narrando principalmente os jogos da Seleção Brasileira, segundo ele, estar na casa de Silvio Santos é uma honra. A declaração foi feita durante o Troféu Imprensa, realizado na noite da última quarta-feira (15/4), em São Paulo.
Aos jornalistas presentes e à repórter do portal LeoDias, Mônica Apor, o narrador relembrou o início da carreira nas transmissões esportivas. Ele citou as primeiras experiências em emissoras como Bandeirantes, Record e Gazeta, antes de consolidar sua história na Globo, onde comandou a cobertura de 11 Mundiais. Agora, ao chegar ao SBT, emissora que não exibia uma Copa há quase três décadas, Galvão destacou a importância simbólica desse novo momento.
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Galvão BuenoCrédito: Reprodução Globo

Galvão BuenoCrédito: Divulgação Band

Galvão Bueno e Pelé na narração da Copa de 94, quando Brasil foi tetraCrédito: Reprodução Globo

Galvão BuenoCrédito: Reprodução Amazon Prime Video

Galvão BuenoCrédito: Divulgação Globo
O narrador também comentou sobre a possibilidade de estar diante de sua última Copa do Mundo, embora tenha ponderado que despedidas anteriores foram, muitas vezes, mal interpretadas. “Muito provavelmente essa será a minha última Copa do Mundo. Já dizem que eu já me despedi umas três vezes; não é verdade, não! Eu não me despedi muitas vezes, não. As pessoas não entenderam. Em 2010, eu falei que era uns minutinhos no final da transmissão, porque eu achava que era a minha última Copa do Mundo fora do Brasil. Tinha praticamente um acordo com a Globo que, em 2014, seria a última”, disse ele.
Ao longo da entrevista, o locutor enfatizou a necessidade constante de adaptação. Para ele, a evolução da sociedade impacta diretamente a forma de narrar e de se comunicar, exigindo atualização inclusive no cuidado com linguagem e comportamentos que já não são mais aceitáveis. “O mundo mudou muito, o linguajar mudou muito. Certas coisas que eram desrespeitosas, que hoje não se pode falar, que as pessoas imaginavam que se podia falar tudo, hoje não se pode. Graças a Deus, não se pode falar. Tem algumas coisas chatas também – não em relação a essas coisas desrespeitosas, mas tem algumas coisas chatas no desenrolar da vida”, destacou.
Conhecido pelos bordões marcantes, como “Vai que é tua, Taffarel!” e “Haja coração!”, Galvão explicou que nunca planejou as expressões que o consagraram como meme com antecedência. De acordo com ele, frases icônicas surgem de forma espontânea durante as transmissões e acabam se tornando parte da cultura popular. “Eu sempre fui me reinventando. Eu gravo um monte de campanha comercial com meus bordões, mas os meus bordões são repetidos a toda hora. Eu nunca trouxe um bordão de casa, nunca. Nunca ninguém me deu um bordão, sai na hora”, argumentou.
Mesmo após décadas de carreira, o narrador afirmou que segue aberto a mudanças e acredita que novas marcas ainda podem surgir nas próximas transmissões, inclusive nos jogos que serão realizados nos Estados Unidos, México e Canadá.