Os quatro ouriços pigmeus africanos resgatados durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-116, em Poções, já apresentam sinais de estabilidade sob os cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Vitória da Conquista.
Os animais, que viajavam em condições inadequadas no bagageiro de um ônibus interestadual, agora passam por um rigoroso processo de reabilitação clínica e nutricional.
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Dieta e monitoramento veterinário
Diferente das espécies nativas da fauna brasileira, os ouriços exóticos exigem um manejo específico. Segundo o médico veterinário e coordenador da unidade, Aderbal Azevedo, os animais recebem uma alimentação balanceada que reproduz suas necessidades nutricionais originais.
“Neste período, recebem água e alimentação compatível com a espécie, incluindo ração, frutas frescas e insetos específicos da dieta”, explica.
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Caminho da ilegalidade
A apreensão ocorreu no KM 760 da rodovia, no âmbito da Operação Conatus. Os animais haviam partido do Paraná com destino ao Ceará, atravessando o território baiano sem microchips de identificação, nota fiscal ou comprovação de esterilização — exigências fundamentais da legislação ambiental para a posse de animais exóticos. A falta de documentação resultou em uma multa de R$ 2.600,00 para o responsável.
O Inema agora conduz o procedimento administrativo para decidir a destinação legal dos dois casais de ouriços, enquanto a unidade de triagem em Conquista assegura que os espécimes permaneçam saudáveis e isolados de riscos sanitários que poderiam afetar a fauna local.
Animais estavam sem microchips de identificação | Foto: Reprodução/CETAS