Moradores do bairro do Matatu, em Salvador, denunciaram ao Portal Salvador FM uma situação de possível maus-tratos contra animais em uma residência da região. Segundo os relatos, mais de 50 cães estariam vivendo no imóvel em condições inadequadas, com animais amarrados, com presença de carrapatos e sem alimentação suficiente.
De acordo com os vizinhos, os cachorros permanecem confinados em um espaço da casa e alguns estariam presos uns próximos aos outros. Os moradores também relatam que os animais latem e choram com frequência, provocando preocupação com o bem-estar dos cães e incômodo para quem vive nas proximidades.
Uma das pessoas que denunciou a situação contou que esteve na região durante uma visita à casa de um amigo, localizada a poucos imóveis do endereço. Ela conseguiu registrar imagens dos animais, mas afirmou que há telas e estruturas que dificultam a visualização do interior do imóvel.
Denúncias antigas e reincidência
Ainda segundo os relatos dos vizinhos, órgãos públicos já teriam ido ao local anteriormente e retirado alguns animais. Apesar disso, a situação teria voltado a acontecer e o número de cães mantidos na residência teria aumentado novamente.
Os moradores afirmam que não sabem mais a quem recorrer diante da situação. “É muito sofrimento desses animais. Eu me sinto mal só em ver o vídeo”, relatou uma das denunciantes.
A situação também teria provocado preocupação entre os moradores devido às condições de higiene e à quantidade de animais concentrados no espaço. Os vizinhos pedem que o caso seja novamente verificado pelos órgãos responsáveis.
Caso deve ser apurado
O Portal Salvador FM apura a denúncia e busca informações junto aos órgãos responsáveis pela fiscalização e proteção animal em Salvador. Até o momento, não há confirmação oficial sobre as condições dos animais ou sobre eventuais medidas adotadas no endereço.
A denúncia se refere a uma residência localizada na Rua Dom Eduardo, no Matatu. A saber, as informações publicadas nesta reportagem são baseadas nos relatos dos vizinhos e nas imagens encaminhadas ao portal. A situação deverá ser verificada pelas autoridades competentes.