O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a ser citado como possível candidato à Presidência da República em 2030. Em entrevista ao jornal Estadão, o político afirmou que uma eventual entrada na disputa dependerá dos resultados de sua próxima gestão à frente do governo paulista.
Tarcísio declarou que concluir bem o segundo mandato poderia abrir espaço para uma candidatura nacional, mas ponderou que uma decisão desse porte precisaria ser discutida coletivamente. Apesar de admitir a possibilidade, destacou que sua prioridade neste momento é administrar São Paulo e entregar obras iniciadas durante o primeiro governo.
O governador esteve entre os nomes considerados pela oposição para concorrer à Presidência em 2026, antes de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ser escolhido como candidato pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Declaração gera desconforto entre aliados de Flávio
A possibilidade de Tarcísio entrar na disputa presidencial em 2030 provocou reações negativas entre integrantes do PL. Segundo a reportagem, aliados de Flávio Bolsonaro consideraram que o governador se antecipou ao debate sucessório, avaliando que ele teria “queimado a largada” ao se colocar como uma alternativa para o futuro.
Entre setores do bolsonarismo, a fala também foi interpretada como uma tentativa de Tarcísio de ocupar espaço na liderança da oposição nacional. O cenário ganhou novos contornos após a derrota eleitoral de Flávio e sua saída do Brasil com destino aos Estados Unidos.
Além do governador paulista, Michelle Bolsonaro (PL-DF), ex-primeira-dama e senadora eleita, também aparece nas discussões sobre o futuro da oposição. Integrantes do grupo defendem que Flávio permaneça à frente do partido e da articulação política do bolsonarismo.