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Secretário lamenta morte de PM e diz que investigações de ataque na Lavagem do Bonfim seguem em andamento

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, lamentou o episódio envolvendo a morte de um policial militar durante uma tentativa de assalto na Avenida Contorno, em Salvador. Em entrevista nesta quinta-feira (22) ao programa Toda Hora, da Salvador FM, o gestor afirmou ainda que as apurações sobre o ataque a tiros ocorrido durante a Lavagem do Bonfim, que resultou em uma pessoa morta e sete feridas, seguem em andamento.

“Implantamos um sistema de monitoramento no percurso que, inclusive, tem auxiliado na elucidação dos casos. O policiamento foi distribuído ao longo de todo o percurso. No entanto, é preciso dizer que não se trata de uma área estéril. Há residências e comércios na região. A gente evita a entrada de objetos proibidos, mas, infelizmente, algumas fatalidades ainda podem acontecer. Cabe a nós dar uma resposta rápida, como temos feito”, comentou.

Ações

O secretário comentou também sobre o episódio do torcedor do Vitória espancado por mais de 15 integrantes de torcida organizada do Bahia. Segundo o secretário, esses casos não envolvem torcedores, mas “criminosos que utilizam camisas de clubes para cometer atos violentos”.

“Sobre a questão das torcidas, entre aspas, não se trata de torcedores, mas de bandidos que vestem camisas de clubes. Já tivemos episódios graves, como o ataque ao ônibus que vitimou o goleiro do Bahia, Danilo Fernandes, além de outros casos, inclusive com mortes. A polícia prende, mas, por vezes, esses mesmos indivíduos voltam a cometer crimes”, disse.

Integração

Ele afirmou ainda que a Secretaria atua de forma integrada com o Judiciário, o Ministério Público, o Batalhão Especializado de Policiamento de Eventos (BEPE) e a Polícia Civil. Em dias de jogos, alguns suspeitos reincidentes permanecem retidos nas unidades do BEPE antes e depois das partidas, como forma de prevenção.

“É uma posição que já é conhecida: precisamos de uma revisão legislativa. Não falo apenas da Bahia, mas do Estado brasileiro. É necessário atualizar a legislação para combater com mais eficiência os crimes violentos, garantindo uma Justiça mais célere e eficaz. Reforço aqui a parceria e o compromisso do Tribunal de Justiça da Bahia e do Ministério Público. Não se trata de uma crítica às instituições do sistema de Justiça, mas de uma provocação necessária ao legislador”, finalizou.

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