O pré-candidato ao Senado Rui Costa (PT) afirmou que o grupo político liderado por ACM Neto (União Brasil) passou a seguir uma linha semelhante ao bolsonarismo na Bahia, deixando de priorizar o debate de propostas e resultados para apostar, segundo ele, em ataques e informações falsas.
A declaração foi dada nesta terça-feira (7), em entrevista a uma rádio local, durante uma avaliação sobre os episódios de confronto registrados nas manifestações do 2 de Julho.
Para Rui, a disputa política tem sido marcada por uma mudança no tom do debate público. Segundo o ex-governador, estratégias baseadas em agressões e provocações teriam ganhado espaço nos últimos anos.
“O que a gente viu no 2 de Julho é o que estamos vendo no país desde que cassaram a Dilma. Substituiu-se o debate de conteúdo, de mérito e de propostas por agressões, fake news e pela contratação de gente para bater, xingar e provocar. Isso começou com Dilma e se ampliou com o bolsonarismo, que foi integralmente abraçado por setores da Bahia que apoiam Bolsonaro e o filho dele”, afirmou.
O ex-governador também criticou a forma como parte dos grupos políticos participou dos atos do 2 de Julho. Segundo ele, a data deveria ser preservada como um momento cívico, sem espaço para ações voltadas a ataques contra adversários.
“É uma data cívica, apesar de ter política. Não deveria ser marcada pela contratação de militantes nem pela produção de cartazes e estandartes para ofender opositores”, declarou.