O clássico romance de William Shakespeare ganha uma nova leitura em Salvador com “Romeu e Julieta – Os Entrelaces do Destino”. O musical será apresentado gratuitamente de 13 a 23 de agosto, no Teatro Martim Gonçalves, com jovens artistas baianos e as Moiras como narradoras da história.
As apresentações acontecem de quinta a domingo, sempre às 19h. A montagem foi concebida e dirigida por Gabriel Rejã, sob orientação do professor de Direção Teatral João Sanches, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
As Moiras mudam o rumo da história
Na nova montagem, a disputa entre as famílias de Romeu e Julieta continua sendo o ponto de partida para a tragédia. A diferença está em quem conduz o público por essa história.
As Moiras, figuras da mitologia grega associadas ao fio e à condução do destino, assumem o papel de narradoras. Elas acompanham os personagens e revelam que encontros, decisões e despedidas fazem parte de uma trama iniciada antes mesmo do nascimento dos protagonistas.
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A escolha amplia a dimensão da história de amor. O relacionamento entre os dois jovens passa a ser observado dentro de uma engrenagem maior, em que o destino interfere nas escolhas dos personagens e no futuro de uma cidade marcada pela rivalidade.
Clássico ganha linguagem musical
A montagem preserva elementos centrais da obra de Shakespeare, mas utiliza diferentes linguagens para construir uma experiência contemporânea. Canto, dança, combate cênico, música, cenografia, iluminação e figurino fazem parte da construção do espetáculo.
O elenco reúne jovens artistas da cena teatral baiana. A produção também nasceu de um processo colaborativo, envolvendo profissionais e estudantes de diferentes áreas artísticas.
A proposta é fazer com que uma história conhecida seja percebida por outro ângulo. Ao colocar as Moiras no centro da narrativa, o espetáculo desloca o foco da tragédia amorosa para as forças que conduzem os personagens e para as consequências de suas escolhas.
Uma nova leitura para uma história conhecida
“Romeu e Julieta – Os Entrelaces do Destino” parte de uma pergunta conhecida por gerações: o que aconteceria se o destino pudesse ser visto, narrado e acompanhado de perto?
No palco, o amor proibido continua cercado pelo conflito entre as famílias, mas ganha outra dimensão ao ser colocado diante da possibilidade de transformar uma sociedade dominada pelo ódio.