Para quem precisa consultar o lote extra de restituição do Imposto de Renda 2026, o serviço já está disponível desde às 9h desta sexta-feira, 23. O depósito será feito no dia 30 de outubro e o pagamento de R$ 531,6 milhões será destinado a 184,4 milhões de contribuintes.
O lote extra pode ser conferido através do site da Receita Federal, mediante o preenchimento do nome, CPF e data de nascimento, mas também está disponível no portal ou aplicativo Meu Imposto de Renda, para celulares e tablets, e no e-CAC (Centro de Atendimento Virtual).
Do valor total do lote extra, R$ 293,4 milhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal. A distribuição contempla os seguintes grupos:
- Pessoas com mais de 80 anos: 5.424 restituições;
- Idosos de 60 a 79 anos: 27.948 restituições;
- Pessoas com deficiência física ou mental ou com doença grave: 4.047 restituições;
- Contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério: 8.827 restituições.
Outras 121,5 mil restituições serão pagas a pessoas sem prioridade legal que tiveram preferência por utilizar a declaração pré-preenchida ou escolher o Pix com chave vinculada ao CPF.
Já os contribuintes sem prioridade legal ou preferência por esses critérios receberão 16.665 restituições.
Como consultar a restituição do Imposto de Renda?
Para verificar se o pagamento foi liberado, siga o passo a passo no site da Receita Federal:
- Acesse o site da Receita Federal;
- Entre na área “Meu Imposto de Renda”;
- Na seção “Serviços”, selecione “Consultar minha restituição”;
- Clique em “Iniciar” e informe o CPF e a data de nascimento;
- Escolha o ano de referência 2025;
- Marque a opção “Sou humano” e clique em “Consultar”.
- A página informará se a restituição será paga.
O que fazer se o dinheiro não cair na conta?
O crédito é realizado na conta bancária indicada na declaração ou por meio da chave Pix cadastrada com o CPF do titular. Segundo a Receita Federal, o depósito só pode ser feito em uma conta pertencente ao contribuinte.
Se houver erro nos dados bancários ou algum problema com a conta informada, o banco poderá impedir a transferência. Nesses casos, é possível solicitar o reagendamento do pagamento pelo Banco do Brasil, em até um ano após a primeira tentativa de crédito.
O serviço está disponível no portal do Banco do Brasil ou pelos seguintes telefones:
- Capitais: 4004-0001;
- Demais localidades: 0800-729-0001;
- Deficientes auditivos: 0800-729-0088.
Para solicitar o reagendamento, é necessário informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Após concluir o procedimento, o contribuinte deve aguardar uma nova tentativa de depósito.
Se o valor não for resgatado no prazo de um ano, será necessário fazer uma nova solicitação pelo portal e-CAC. O caminho é: Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda > Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.
Como funcionaram os pagamentos do Imposto de Renda em 2026?
A Receita Federal informou ter pago mais de R$ 41 bilhões em restituições do Imposto de Renda 2026 a 25,9 milhões de contribuintes, o maior valor já registrado. Os pagamentos foram distribuídos em cinco lotes, conforme o calendário definido para este ano.
Cerca de oito em cada dez contribuintes com direito à restituição receberam os valores no primeiro lote. Outra novidade foi o chamado cashback do Imposto de Renda, que destinou R$ 460 milhões a 3,4 milhões de pessoas que não haviam declarado o imposto em 2025, referente ao ano-calendário de 2024.
O que acontece com quem caiu na malha fina?
A Receita Federal notificou 498,5 mil contribuintes que caíram na malha fina e os orientou a corrigir pendências. Segundo o órgão, os casos envolvem erros simples que podem ser resolvidos para liberar a restituição.
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As notificações também estão relacionadas ao Código de Defesa do Contribuinte, previsto na Lei Complementar nº 225, de 2026, que estabelece o direito à orientação antes de determinadas ações de fiscalização.
Esse grupo representa 1,25% dos declarantes com direito à restituição. Quem regularizar a situação e sair da malha fina poderá receber os valores devidos em lotes extras, pagos mensalmente.