O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição em 2026, afirmou durante ato de campanha em Florianópolis (SC) que pretende vencer a eleição e manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preso. A declaração ocorreu no sábado, 19, ao comentar a posição de Flávio Bolsonaro (PL) sobre a concessão de anistia ao pai.
A ideia do outro (Flávio Bolsonaro): ‘Eu quero ganhar as eleições para tirar meu pai da cadeia’. E eu quero ganhar para manter ele na cadeia Lula
Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária, mantida por decisão do ministro Alexandre de Moraes em julho deste ano.
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Flávio Bolsonaro fala em anistia
A declaração de Lula ocorreu após Flávio Bolsonaro defender publicamente a possibilidade de anistia para condenados no processo relacionado à tentativa de golpe. A posição do senador é apresentada por Lula como parte da estratégia eleitoral do filho de Jair Bolsonaro.
Em declarações anteriores, Flávio afirmou que pretende conceder anistia aos condenados caso seja eleito presidente. A medida dependeria dos procedimentos e competências previstos na legislação brasileira.
A condenação de Jair Bolsonaro envolve cinco crimes:
- organização criminosa armada;
- tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- golpe de Estado;
- dano qualificado;
- deterioração de patrimônio tombado.
Trump nas eleições do Brasil? Relatório secreto acende sinal vermelho
Um relatório elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elevou para um “nível de criticidade” os riscos de ingerência externa e de pressões do governo de Donald Trump sobre o Brasil no contexto das eleições de outubro.
O documento, encaminhado no fim de agosto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta uma “escalada de pressão” e uma “reconfiguração da influência exercida pelos EUA”, sem ruptura com padrões históricos de atuação na região.
Segundo o relatório, obtido pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a reafirmação da influência geopolítica norte-americana na América Latina tornou-se prioridade do segundo mandato do republicano.