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Protestos na França terminam com 1.800 detidos e prefeitura incendiada

Cerca de 1.800 pessoas foram detidas nas manifestações que tomaram a França neste sábado, 17. A informação foi dada pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez, neste domingo, 18, na rede social X.

“1.800 pessoas foram presas, e investigações estão em andamento para identificar os autores desses atos e levá-los à justiça”

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Segundo o primeiro-ministro Sébastien Lecornu em entrevista ao canal francês BFM, no sábado, 16, 150 policiais ficaram feridos. De acordo com o CGT, um dos principais sindicatos do país, mais de 800 mil pessoas teriam ido às ruas protestar. As autoridades estimam um número em torno de 550 mil.

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Segundo o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, foram 110 marchas ao longo do país neste sábado, 17, o maior dia desde o início da onda de manifestações. De acordo com ele, ao fim da tarde, a polícia lidava apenas com “delinquentes oportunistas” que saqueavam lojas.

O caos, “sem precedentes” segundo as autoridades, aumentou a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron, que, nas últimas semanas, também enfrentou manifestações estudantis em todo o território.

Manifestante perde a mão, prédios são danificados

Um manifestante perdeu a mão em Saint-Étienne, após a explosão de uma granada lançada por agentes de segurança. O uso deste tipo de artefato vinha sendo restringido nas últimas semanas depois que um jovem de 15 anos havia sido ferido de forma semelhante num dos protestos.

Em Marselha, um grupo invadiu a prefeitura e derrubou um busto de Marianne, símbolo da República francesa, e danificou uma delegacia. Em Lyon, um posto de atendimento turístico foi invadido e incendiado por um grupo que vestia roupas pretas e óculos de proteção. Em Bordeaux, os ataques foram à residência oficial do prefeito; em Lille, portas e janelas foram quebradas na prefeitura; e em Limoges, a prefeitura foi incendiada.

Na capital, Paris, estima-se que mais de 100 mil pessoas tenham se manifestado pacificamente, apesar de algumas centenas terem entrado em confronto com as tropas de choque, incendiando carros e quebrando vitrines de lojas.

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Antes do início, as forças de segurança chegaram a lançar gás lacrimogêneo e a usar jatos de água. Houve protestos não autorizados em pontos turísticos, como os Campos Elíseos, e nos arredores do Museu do Louvre e do Palácio do Eliseu, sede da presidência da República.

Apesar dos inúmeros problemas, muitas das manifestações ocorreram normalmente e foram encerradas de forma pacífica ao longo do território francês.

Prefeitura incendiada

No centro-oeste do país, a cidade de Limoges perdeu sua prefeitura, que datava do século XIX, devido a um incêndio que, segundo declarou o prefeito à emissora LCI, foi provocado deliberadamente por “uma horda selvagem”. O fogo foi controlado na madrugada de domingo.

As cenas de destruição geraram críticas no meio político.

Tanto o governo de centro-direita de Macron quanto a candidata presidencial de extrema direita, Marine Le Pen, culparam grupos de “extrema esquerda” pela violência.

“Aqueles que compartilham a nossa luta não têm nada a ver com a pilhagem, com o saque”, reagiu o líder do partido de esquerda radical A França Insubmissa (LFI), que havia apoiado abertamente as mobilizações.

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