Após ser notificado pelo Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), o prefeito de Irecê, Murilo Franca (PSB), afirmou que a gestão possui toda a documentação necessária para justificar os contratos firmados para o São João de 2026.
A manifestação ocorreu horas após a divulgação de uma decisão do TCM que determinou a suspensão de contratos com valores considerados acima da média praticada pelas atrações em 2025. A medida foi tomada após uma representação do Ministério Público da Bahia (MPBA).
Segundo o MPBA, o município prevê investir R$ 10,2 milhões nas contratações artísticas. O montante corresponde a 10,67% da receita corrente própria de Irecê, estimada em R$ 95,6 milhões para 2026.
Prefeito diz que valores seguem padrão de mercado
Em publicação nas redes sociais, Franca afirmou que os órgãos de fiscalização cumprem um papel importante e explicou que a notificação busca verificar a evolução dos cachês cobrados pelos artistas.
“O valor dessas atrações do São João de 2026 é o mesmo valor para qualquer outra cidade”, declarou.
De acordo com o prefeito, o MP e o TCM exigem documentos que comprovem que os artistas realmente cobram os valores contratados em diferentes municípios.
Gestão garante possuir notas fiscais
Ainda segundo Murilo Franca, a Prefeitura de Irecê já possui as comprovações solicitadas pelos órgãos de controle.
“Todas as atrações que foram contratadas, nós temos as notas fiscais comprovando que todas essas atrações tocam por esse valor”, afirmou.
O gestor explicou que a análise dos órgãos leva em consideração possíveis diferenças entre os cachês cobrados em anos distintos.
Caso segue sob análise
Enquanto a documentação é analisada, a decisão do TCM mantém o foco sobre os gastos públicos destinados aos festejos juninos. O caso ainda poderá passar por novas avaliações, à medida que o município apresente as justificativas e os documentos solicitados pelos órgãos de controle.