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Polícia Civil não encontra registros que relacionem Ebert Conceição à morte de advogada

Apesar de o nome de Ebert Conceição dos Santos estar sendo associado ao assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, a Polícia Civil da Bahia afirma que não há, até este momento, qualquer registro oficial que comprove essa ligação.

O órgão informou que, após consultas aos sistemas policiais, não encontrou nenhum boletim de ocorrência, inquéritos ou procedimentos que liguem Ebert ao crime ocorrido na manhã do último dia 25 de julho, em Itororó, no sudoeste da Bahia.

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A declaração vai de encontro a algumas informações que vêm circulando desde esta quarta-feira, 5, e aponta o homem como partícipe da execução da advogada, caso investigado no âmbito da Operação Vendetta.

O nome de Ebert entrou em evidência após ele ter sido encontrado morto nesta quarta-feira, em Santo Amaro da Purificação, no recôncavo baiano, depois de ser considerado desaparecido.

O coordenador do Serviço de Investigação (SI) da 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho, Cleber Rocha, reforçou a informação de que, nos registros da unidade, não existe nenhum que indique o envolvimento do homem na morte de Cláudia. Apenas o de desaparecimento feito pela companheira dele.

“No dia 4, foi feito Boletim de Ocorrência de desaparecimento, pela companheira de Ebert Conceição dos Santos, a qual alegava que o mesmo havia saído de sua residência no dia anterior [segunda-feira, 3], por volta das 17:30h, informando que se estava indo para o bairro da Barra em Salvador”, contou o investigador.

Ainda segundo ele, a mulher contou que, às 18h, falou com o marido pela última vez e, depois não conseguiu mais contato. NO dia, ele saiu de casa, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), trajando uma calça jeans e uma camisa preta e pilotando uma motocicleta Honda CG/150 TITAN preta.

“Ontem [quarta-feira, 5], recebemos informações através do Coordenador SI de São Francisco do Conde, que o corpo de Ebert encontrava-se no DPT de Santo Amaro e que a motocicleta e alguns pertences pessoais estavam naquele delegacia”, contou Rocha.

Polícia apura roubo de carga de combustível

Embora a Polícia Civil não tenha encontrado, até o momento, qualquer elemento que relacione Ebert ao assassinato da advogada, o coordenador do SI de Simões Filho revelou que ele tinha envolvimento em outro crime e estava sendo investigado pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas em Rodovias (Decarga).

De acordo com ele, o inquérito apura a suspeita de participação de Ebert em um roubo de carga de combustível registrado em meados de julho, entre os municípios de Catu e Pojuca, na RMS.

Na ocasião, o motorista e o ajudante do caminhão foram rendidos e levados pelos criminosos, sendo abandonados posteriormente em Ichu, cidade do semiárido baiano.

Em conversa com o A TARDE, o investigador Cleber Rocha revelou que Ebert usou o carro de uma amiga para cometer o crime. Ele teria pego o automóvel emprestado e adulterado a placa com fita adesiva.

Após o crime, ele devolveu o veículo ainda com adulteração, motivo pelo qual o mesmo foi apreendido e permanece custodiado no pátio da 22ª DR/ Simões Filho.

“Ela [dona do carro] não viu que a placa estava com o adesivo e ficou rodando na cidade. O carro foi apreendido por adulteração de sinal identificador. Ela não sabia. Foi ouvida e liberada”, afirmou o coordenador.

O A TARDE procurou a Polícia Civil para obter mais informações sobre a investigação do roubo de carga e o envolvimento de Ebert. No entanto, sem dar detalhes, o órgão só confirmou que o caso é apurado pela Decarga.

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“Um inquérito policial está em andamento na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas em Rodovias (Decarga) que efetua ações de inteligência para o esclarecimento total dos fatos e identificação dos autores da prática criminosa. Mais detalhes não poderão ser compartilhados no momento para não interferir no andamento das investigações”, disse a nota do órgão.

Operação Vendetta

Nesta segunda-feira, 3, a Polícia Civil deflagrou a Operação Vendetta para investigar a morte da advogada Cláudia Félix, em 25 de julho, em Itororó. Durante a ação, foram cumpridos mandados de prisão e apreensão nas cidades de Lauro de Freitas e Dias D’ávila, ambas na RMS.

Na ocasião, um policial militar da ativa e um monitor de ressocialização que atuava no Conjunto Penal de Lauro de Freitas forma presos.

Ao longo da operação, foram apreendidas armas, munições, rádios comunicadores, equipamentos táticos e documentos de outro investigado.

A Polícia Civil apurou que a advogada foi morta por vingança a mando de um cigano, que reside em Camaçari, na RMS. O homem teria contratado o serviço do bando por R$25 mil. A motivação seria uma dívida de cerca de R$6 milhões contraída pelo sobrinho de Cláudia Félix.



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