A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quinta-feira (8), as Operações Felis e Influência Oculta nos municípios de Casa Nova (BA) e São Raimundo Nonato (PI).
A ação integrada visa desarticular uma organização criminosa especializada na exploração de jogos de azar ilegais, como apostas eletrônicas e slots clandestinos, além de associação criminosa e lavagem de dinheiro no Vale do São Francisco.
Durante o cumprimento das ordens judiciais no Centro de Casa Nova (BA), as equipes policiais cumpriram quatro mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão.
Os alvos localizados na mesma residência foram:
- Dois homens, de 22 e 31 anos
- Duas mulheres, de 25 e 28 anos

Bloqueio milionário e bens de luxo apreendidos
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 84,8 milhões em contas bancárias, valor correspondente às movimentações financeiras suspeitas identificadas por relatórios de inteligência financeira.
Entre os bens de luxo apreendidos utilizados na ostentação do grupo, destacam-se:
Frotas de veículos: Um automóvel, duas caminhonetes e dois quadriciclos avaliados em cerca de R$ 700 mil (com um único veículo estimado em R$ 350 mil).
Equipamentos: Estrutura automotiva de som de alta potência, quatro geradores de energia e diversos reboques.
Armamento: Uma pistola calibre .40, 26 munições calibre .40, 30 munições calibre .36, três carregadores e seis celulares.
Esquema de influenciadores digitais e lavagem de dinheiro
As investigações começaram após a Delegacia Territorial de Casa Nova identificar um enriquecimento ilícito e repentino de influenciadores digitais da região. Sem renda lícita declarada, os suspeitos exibiam viagens internacionais de luxo, imóveis em condomínios fechados e frotas de carros.


“Os investigados usavam o alcance das redes sociais para atrair seguidores para plataformas de apostas não autorizadas pelo Ministério da Fazenda, fora do domínio legal .bet.br. Eles persuadiam o público simulando ‘ganhos astronômicos’ e promessas de enriquecimento rápido”, explicou o delegado Thiago Pessoa.
As plataformas operadas pelo grupo não possuíam verificação de idade nem mecanismos de prevenção à lavagem de capitais.


Ação conjunta da Polícia Civil
A operação foi coordenada pela Polícia Civil da Bahia através de ação conjunta entre:
- Delegacias territoriais de Casa Nova e Juazeiro (DTs/Casa Nova e Juazeiro)
- 7ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/Juazeiro)
- Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Norte)