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Paulista, Ju Oliveira projeta revanche do Bahia perto da família

A derrota por 1 a 0 para o Corinthians não diminuiu a crença de Ju Oliveira na classificação do Bahia à final do Campeonato Brasileiro Feminino. Depois do primeiro confronto da semifinal, na Arena Fonte Nova, a meio-campista destacou o caminho percorrido pelas Mulheres de Aço e afirmou que uma eventual virada representaria muito mais do que uma conquista esportiva para o elenco.

Ju entrou no segundo tempo, na vaga de Ângela Gómez, quando o Bahia buscava aumentar a intensidade e a presença no campo ofensivo. Com a alteração, a equipe passou a controlar mais a posse de bola, pressionou o Corinthians e criou oportunidades para empatar, mas não conseguiu superar a goleira Nicole.

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“Desde o começo, ninguém acreditava no Bahia nem no projeto do Bahia. Estamos fazendo história e contando essa história todos os dias. O Bahia já é realidade“, afirmou.

Bahia e Corinthians na Arena Fonte Nova
Bahia e Corinthians na Arena Fonte Nova – Foto: Letícia Martins I EC Bahia

Para a jogadora, a campanha tricolor também carrega a responsabilidade de representar a Bahia, o Nordeste e meninas que desejam construir uma trajetória no futebol.

“Vamos trabalhar forte para conseguir essa classificação histórica, não apenas para nós, mas para a torcida, para o estado da Bahia e para o Nordeste, que merece tanto esse sonho”, disse.

“Não é somente o nosso sonho. Quando vencemos, outras pessoas também vencem. Outras meninas vão olhar e perceber que é possível realizar esse sonho”, afirmou.

Segundo tempo de reinvenção

Para a jogadora, a temporada de 2026 vem tendo um significado de reinvenção a cada jogo. Na avaliação da meio-campista, ela não apresentou seu melhor futebol diante do Palmeiras nas quartas de final, mas continuou trabalhando para contribuir quando fosse acionada.

Contra o Corinthians, a jogadora participou da mudança de postura apresentada pelas Mulheres de Aço depois do intervalo. O Tricolor teve chances com Raquel e Dany Silva, além de aumentar a pressão nos minutos finais e contar com uma bola na trave da própria Ju.

Bahia e Corinthians na Arena Fonte Nova
Bahia e Corinthians na Arena Fonte Nova – Foto: Letícia Martins I EC Bahia

“Fizemos um grande segundo tempo. Foi outra postura e outro jogo. Acho que faltou acreditar, se jogar na bola e acreditar que ela entraria. Faltou o gol. Agora é colocar a bola dentro para sairmos com o triunfo”, disse.

“Temos um elenco muito forte e todas as jogadoras são importantes. Felipe mostra isso para nós todos os dias. Quando uma não está bem, outra supre essa necessidade. Juntas, vamos conseguir essa classificação, se Deus quiser, na Neo Química Arena”, completou.

“Ninguém nos vence em vibração”

Independentemente de qualquer resultado, no entanto, a partida já foi histórica. O jogo na Fonte Nova reuniu 5.811 torcedores e registrou o maior público do Brasileirão Feminino de 2026, além do recorde histórico da modalidade na Bahia, levando o time a sair de campo envolvido pelos gritos de “eu acredito” da torcida.

“É um sonho realizado poder jogar com essa torcida maravilhosa conosco, torcendo e vibrando até o último minuto. Como falamos no dia a dia, ninguém nos vence em vibração. Para ganhar do Bahia é muito difícil. Para ganhar do Bahia, tem que suar muito“, afirmou.

Público de Bahia e Corinthians na Fonte Nova
Público de Bahia e Corinthians na Fonte Nova – Foto: Letícia Martins I EC Bahia

Agora, o desafio é encontrar torcida em São Paulo – e para ela, isso não será problema. Paulista, a jogadora conta com parentes e amigos para que o Bahia também tenha apoio no confronto decisivo, mesmo dentro da casa do Corinthians.

“Apesar de jogarmos lá, vamos ter torcida. Minha família é de São Paulo e outras meninas também têm familiares lá. Vamos fazer barulho. Meus amigos, todo mundo vai ser convocado para o jogo. Vamos acreditar até o final e buscar esse triunfo que a torcida merece”, garantiu.

Bahia e Corinthians na Arena Fonte Nova
Bahia e Corinthians na Arena Fonte Nova – Foto: Letícia Martins I EC Bahia

Leveza para fazer história

Ao analisar os problemas apresentados na etapa inicial, Ju afirmou que o Bahia confundiu tranquilidade com morosidade e defendeu que a equipe entre mais leve, mas sem abrir mão da intensidade que marcou a campanha.

Não podemos confundir tranquilidade com morosidade, nem ansiedade com a passividade que tivemos no primeiro tempo. Nosso time tem muita qualidade, independentemente de quem começa ou entra depois. Uma das maiores qualidades é a entrega, a coragem e a determinação. Precisamos resgatar isso durante a semana”, opinou.

Bahia e Corinthians na Arena Fonte Nova
Bahia e Corinthians na Arena Fonte Nova – Foto: Letícia Martins I EC Bahia

Ju relacionou a campanha de recomeços e reinvenções à própria trajetória, que começou em uma favela de São Paulo e superou diversos obstáculos até chegar ao futebol profissional.

“Antes do jogo, mentalizei e agradeci a Deus por estar aqui. Sou uma menina que saiu da favela de São Paulo, de um lugar onde ninguém acreditava. Hoje sou jogadora, sou uma grande atleta. Isso me motiva a estar aqui e realizar”, relembrou.

Precisamos olhar para dentro, para tudo o que conquistamos e ainda queremos conquistar. É jogar leve e perceber o quanto estamos realizando. Acredito que faremos um grande jogo e será histórico. Todo mundo precisa acreditar no Bahia, porque o Bahia já é realidade. É um grupo que merece respeito dentro e fora de campo”, completou.

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O confronto decisivo será realizado na próxima segunda-feira, 21, às 21h30, na Neo Química Arena. Além de uma vaga inédita na final, o Bahia mantém vivo o sonho de disputar a Libertadores Feminina, também pela primeira vez em sua história.

“Temos que resgatar a confiança e a coragem e colocar tudo dentro de campo, porque não temos nada a perder. Se dermos tudo, podemos chegar à grande final e, se Deus quiser, conquistar também a vaga na Libertadores“, concluiu.

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