Treze pessoas foram presas investigadas por lavagem de dinheiro durante a Operação Véu de Areia, deflagrada nesta quinta-feira (20) pela Polícia Civil da Bahia. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 49,6 milhões em bens e valores.
Além disso, a ação também cumpriu 25 mandados de busca e apreensão na Bahia e em São Paulo.
Na Bahia, as equipes realizaram nove prisões, sendo nove em Salvador e uma em Cruz das Almas. Em São Paulo, outros três mandados de prisão preventiva foram cumpridos nos municípios de Taboão da Serra e Praia Grande, além da capital paulista, no bairro de Paraisópolis. Entre os presos na Bahia, sete estavam em liberdade e outros dois já se encontravam no sistema prisional, onde tiveram as ordens judiciais cumpridas.
Na capital baiana, as equipes cumpriram as prisões e os mandados de busca e apreensão nos bairros do Arenoso, Fazenda Grande do Retiro e Cabula VI. Os agentes também aplicaram uma medida cautelar diversa da prisão em Milagres, que obriga o investigado a comparecer periodicamente ao Poder Judiciário para prestar esclarecimentos.
Lavagem de dinheiro
Segundo as investigações, os presos mantinham ligação com uma liderança criminosa e exerciam diferentes funções na estrutura financeira do grupo. Além disso, as apurações apontam que os envolvidos participavam da movimentação e ocultação de recursos.
Um dos principais alvos teve o mandado de prisão cumprido no sistema penitenciário. Entre os alvos, está uma mulher de prenome Renata, investigada por lavagem de capitais. Ela é apontada como esposa de Keu, uma das lideranças do Bonde do Maluco (BDM). Assim, segundo as apurações, a suspeita atuava como elo entre o marido e a movimentação de recursos vinculados à organização criminosa.
Além disso, as equipes também identificaram pessoas, empresas e contas bancárias utilizadas para movimentar e ocultar valores. Durante as diligências, os agentes apreenderam dois veículos, uma motocicleta, aparelhos celulares e documentos que poderão contribuir para o aprofundamento das investigações.
Por fim, as equipes responsáveis pela apuração da movimentação financeira e das conexões entre os envolvidos analisarão os materiais apreendidos.
Investigação
O Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO) conduz a investigação. Assim, as equipes identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada, transferências entre diferentes contas e rápida circulação de valores.
Agora, as equipes analisarão os elementos reunidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos, além de identificar a eventual utilização de pessoas e empresas para ocultar ou dissimular patrimônio.