Um dos principais mobilizadores do ato político bolsonarista realizado nesta segunda-feira (7), no Farol da Barra, em Salvador, o vereador e candidato a deputado estadual Cezar Leite (PL) afirmou que a manifestação reúne apoiadores em torno de duas pautas principais: mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF) e a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República.
Em entrevista ao Portal Salvador FM, Leite afirmou que participa de mobilizações políticas há mais de 13 anos e associou o 7 de Setembro à defesa de uma suposta “justiça verdadeira” no país. “Hoje é 7 de setembro, Dia da Independência, que é o ponto mais importante, ponto cívico. Nós hoje não estamos para desfilar, nós estamos para a luta”, afirmou.
O vereador ainda direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e elogiou o ministro André Mendonça. Segundo Leite, o objetivo do movimento é afastar do Supremo pessoas que, na avaliação dele, estariam prejudicando a democracia.
“É afastar as pessoas que estão fazendo mal à democracia dentro do Supremo Tribunal Federal. Pessoas como Alexandre de Moraes e dar apoio ao André Mendonça, que esse sim está fazendo tudo de forma correta”, declarou.
A manifestação também foi utilizada pelo candidato para defender a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Leite afirmou que os participantes estão mobilizados pelo que classificou como uma necessidade de “mudança do Brasil”.
Votos no Nordeste
Questionado sobre como o grupo pretende ampliar o apoio a Flávio Bolsonaro na Bahia e no Nordeste diante de um cenário eleitoral apontado pelas pesquisas como competitivo, Cezar Leite disse que a estratégia será apresentar aos eleitores o que considera resultados positivos do governo Jair Bolsonaro.
O vereador citou indicadores econômicos e medidas adotadas durante a pandemia para sustentar sua avaliação sobre o governo anterior. Segundo ele, durante a gestão Jair Bolsonaro, “a economia vinha bem” e havia superávit, além de recursos destinados à população e a empresários durante a pandemia.
Leite, porém, apresentou uma avaliação negativa da atual administração federal. “No momento que o Lula assumiu, a economia foi mal a pior, está sendo mal a pior. Está tendo déficit da economia, regras hoje estabelecidas que prejudicam hoje a sociedade”, declarou.
Ainda criticou a situação da segurança pública no país e afirmou que a violência teria aumentado durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Está muito na cara em quatro anos como mudou o Brasil para pior com o Lula”, disse. O candidato também associou o resultado eleitoral à mobilização realizada nas ruas e declarou acreditar que a mudança ocorrerá por meio do voto.