A ex-prefeita de Lauro de Freitas e candidata a deputada federal Moema Gramacho (MDB-BA) declarou patrimônio de R$ 0 à Justiça Eleitoral no registro de candidatura para as eleições de 2026.
O valor contrasta com a declaração apresentada seis anos antes, quando disputou a reeleição à Prefeitura de Lauro de Freitas e informou possuir R$ 486,4 mil em bens e direitos.

Um levantamento realizado por A TARDE, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra as mudanças nas declarações patrimoniais de Moema ao longo das últimas eleições disputadas pela política baiana.
Veja abaixo:
Histórico patrimonial
Em 2014, quando foi eleita deputada federal pelo PT na Bahia, Moema declarou patrimônio de R$ 290 mil. A maior parte do valor correspondia a uma casa em um condomínio na Estrada do Coco, avaliada em R$ 257 mil, além de dois veículos populares.

Dois anos depois, ao disputar a Prefeitura de Lauro de Freitas, o patrimônio declarado subiu para R$ 306.974,26.
Naquele registro, houve mudança no perfil dos bens: imóveis e veículos deixaram de aparecer e foram substituídos por R$ 300 mil em dinheiro em espécie, informado como resultado da venda de um imóvel.

O maior valor declarado ocorreu em 2020, quando Moema foi reeleita prefeita de Lauro de Freitas. Na ocasião, informou possuir R$ 486.488,26 em bens e direitos, cerca de 58% a mais do que havia declarado quatro anos antes.
Entre os bens registrados estavam:
- R$ 100 mil em dinheiro em espécie;
- R$ 312 mil em outros bens e direitos;
- R$ 1.237,68 em previdência e aplicações financeiras, distribuídos entre VGBL, poupança e fundo de previdência (FRGPS).

Essa oscilação de quase meio milhão de reais para nenhum bem declarado em seis anos chama a atenção por romper com a trajetória de acúmulo de patrimônio.
Procurada por A TARDE, a assessoria de Moema ainda não explicou os motivos para a declaração de patrimônio zerado no registro de candidatura de 2026. O espaço permanece aberto para manifestação.
Entenda
A declaração de bens é uma exigência da Justiça Eleitoral e tem como objetivo garantir transparência sobre o patrimônio dos candidatos antes das eleições.
As informações são fornecidas pelos próprios concorrentes e ficam disponíveis para consulta pública no sistema DivulgaCand, do TSE.