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Minissérie viciante da Netflix vai salvar seu domingo do tédio (20/09)

O domingo, 20, pode ser a oportunidade para resgatar uma produção que passou quase despercebida quando chegou ao catálogo da Netflix.

Para quem procura uma história de terror e suspense capaz de preencher algumas horas do dia, Ares apresenta uma trama sombria ambientada em Amsterdã, envolvendo uma sociedade secreta, rituais macabros e segredos ligados ao passado da Holanda.

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Lançada em 2020, a série foi a primeira produção original da Netflix na Holanda. Apesar de não ter alcançado grande repercussão na época da estreia, a história reúne apenas oito episódios, todos disponíveis na plataforma, com duração média de 30 minutos. Ao todo, são pouco mais de três horas de conteúdo, formato que favorece uma maratona durante o domingo.

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Uma sociedade secreta esconde algo muito mais sombrio

A trama acompanha Rosa, uma estudante de medicina que deseja ampliar seus contatos e conquistar espaço no ambiente universitário. Ao lado do amigo Jacob, ela recebe um convite para participar de Ares, uma sociedade estudantil exclusiva frequentada por jovens ligados à elite de Amsterdã.

A princípio, a organização parece representar exatamente o ambiente de riqueza, influência e poder que os dois procuram. A aproximação, porém, começa a revelar comportamentos estranhos e acontecimentos cada vez mais perturbadores.

Conforme Rosa passa a conviver com os integrantes do grupo, aquilo que parecia ser apenas um clube reservado ganha contornos de uma organização demoníaca. Os personagens descobrem que existe um preço alto para fazer parte daquele universo e que os segredos da sociedade estão ligados a acontecimentos do passado do país.

O terror cresce conforme Rosa descobre a verdade

O suspense psicológico é construído de maneira gradual, acompanhando a transformação da experiência de Rosa dentro da organização. A protagonista inicialmente entra no grupo em busca de oportunidades, mas logo percebe que está diante de uma estrutura muito mais perigosa do que imaginava.

Rituais sombrios, atos de violência e situações de sevícia fazem parte da atmosfera da produção, que utiliza o passado da Holanda como uma das bases para seus mistérios. O ambiente universitário também serve como contraste para os acontecimentos macabros que começam a dominar a narrativa.

A série trabalha justamente com essa oposição entre um círculo social associado a riqueza e prestígio e uma realidade marcada por medo, manipulação e segredos.

Produção holandesa aposta em atmosfera sombria

Além da história, a ambientação é um dos elementos utilizados para reforçar o suspense. Rodada em Amsterdã, a produção combina locações da cidade com direção de arte e fotografia voltadas para criar uma atmosfera de mistério.

O elenco reúne nomes conhecidos do público holandês, como Jade Olieberg, no papel de Rosa, e Tobias Kersloot, como Jacob. Rifka Lodeizen também integra a produção, ao lado de Lisa Smit, Robin Boissevain, Frieda Barnhard, Roos Dickmann, Jip van den Dool, Steef de Bot, Janni Goslinga, Dennis Rudge, Minne Koole, Jennifer Welts e Florence Vos Weeda.

A direção dos oito episódios ficou a cargo de Giancarlo Sanchez e Michiel ten Horn, enquanto o roteiro foi assinado por Winchester McFly. A criação e produção ficaram sob responsabilidade de Pieter Kuijpers e Sander van Meurs.

Uma produção que merece ser revisitada

Quando foi lançada, em janeiro de 2020, Ares não alcançou o mesmo impacto de outras produções internacionais da Netflix. A série, no entanto, fazia parte de uma estratégia de expansão da plataforma para além das produções norte-americanas e chegou como seu primeiro projeto original produzido na Holanda.

A proposta também acompanhava uma tendência de produções internacionais que ganharam espaço no catálogo da plataforma, como Dark e The Rain. No caso de Ares, o diferencial está em combinar o suspense sobrenatural com uma narrativa sobre poder, elite e segredos históricos.

Por isso, a série pode ser uma alternativa para quem não assistiu na época ou simplesmente procura uma produção curta para revisitar durante o fim de semana.

Oito episódios para uma maratona de domingo

Todos os oito episódios estão disponíveis na Netflix e têm, em média, 30 minutos de duração. Com isso, a temporada completa soma pouco mais de três horas.

O formato enxuto é especialmente interessante para quem quer começar e terminar uma produção no mesmo dia, sem precisar reservar muitas horas para acompanhar uma temporada extensa.

A combinação de episódios curtos com uma narrativa de mistério também ajuda a manter o ritmo da maratona, principalmente para quem gosta de descobrir aos poucos o que existe por trás da sociedade secreta.

Vale a pena?

Sim, especialmente para quem gosta de tramas de suspense, comédia, sátiras e histórias super envolventes, embora Ares tenha como principal aposta o terror psicológico e uma atmosfera muito mais sombria.

A produção é indicada para quem procura uma série curta, diferente e pouco conhecida, com mistério, sociedades secretas e elementos sobrenaturais.

Como os oito episódios já estão disponíveis, o domingo pode ser uma boa oportunidade para revisitar uma produção de 2020 que acabou ficando fora dos holofotes quando chegou à Netflix.

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