O atacante Kylian Mbappé se pronunciou nesta segunda-feira (6) após ser alvo de ataques racistas feitos pela senadora paraguaia Celeste Amarilla nas redes sociais. Em publicação no X (antigo Twitter), o camisa 10 da França classificou a parlamentar como “desprezível” e afirmou que ela é “indigna” do cargo que ocupa.
“Você é uma mulher desprezível e indigna de sua função. Você não representa o Paraguai, este país que transpirou paixão e honra ao longo de toda a competição. Por sua inconsciência e seu racismo descomplexado, o mundo inteiro já esqueceu o percurso e o esforço histórico que seus jogadores realizaram durante esta Copa do Mundo”, escreveu o jogador.
Mbappé também afirmou que não permitirá que discursos de ódio sejam normalizados.
“Eu nunca deixarei que pessoas como ela tenham a liberdade de propagar seu ódio e seu racismo pelo mundo”, acrescentou.
Madame Celeste Amarilla,
Vous êtes une femme méprisable et indigne de sa fonction.
Vous ne représentez pas le Paraguay, ce pays qui a transpiré la passion et l’honneur tout au long de la compétition. Par votre inconscience et votre racisme décomplexé, le monde entier a déjà… pic.twitter.com/EnYmgQXvPL— Kylian Mbappé (@KMbappe) July 6, 2026
Ataques após eliminação do Paraguai
As declarações de Celeste Amarilla ocorreram após a vitória da França sobre o Paraguai nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Nas redes sociais, a senadora fez uma série de ofensas ao atacante francês, chamando-o de “arrogante”, “feio” e se referindo a ele como “um camaronês colonizado, fingindo ser francês”. Em outra publicação, Amarilla também utilizou termos considerados ofensivos e racistas contra o jogador.
Governo francês condena declarações
O caso provocou reação do governo da França. A ministra dos Esportes, Marina Ferrari, classificou as declarações como “abjetas”, “indignas” e “racistas”.
“Diante do racismo, não permaneceremos em silêncio. Ao atacar Kylian Mbappé, a senadora ataca tudo o que nosso capitão encarna e tudo o que nosso país defende: a liberdade, a igualdade e a fraternidade”, afirmou a ministra.