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Marrocos perde peças importantes antes da estreia, mas confronto com Brasil não tem favorito

Adversário da Seleção Brasileira viu dois jogadores deixarem amistoso contra a Noruega com problemas físicos, mas cenário não altera a percepção de que a abertura do Grupo C promete um dos confrontos mais imprevisíveis da primeira fase

A poucos dias da abertura da Copa do Mundo, Brasil e Marrocos vivem cenários semelhantes: ambos perderam jogadores por problemas físicos e chegam cercados de dúvidas para um dos jogos mais aguardados da primeira rodada. Mesmo com as baixas sofridas pelos africanos, o histórico recente, e a força da geração marroquina que fez história no Catar, o momento das duas seleções aponta para um confronto sem favoritismo claro, onde detalhes podem definir o primeiro grande teste da caminhada brasileira rumo ao hexa.

Neste domingo (7/6), Marrocos perdeu dois jogadores durante o amistoso contra a Noruega. O lateral Noussair Mazraoui, titular do Manchester United e um dos líderes da equipe africana, deixou o gramado ainda no primeiro tempo após sentir um desconforto físico. Pouco depois, foi a vez de Abde Ezzalzouli, atacante do Real Betis e uma das principais armas ofensivas da seleção marroquina, também ser substituído.

Veja as fotos

Seleção de MarrocosReprodução

Wesley sentiu lesão em amistoso contra o Egito e pode ser cortado da Copa do Mundo uma semana antes da estreia / Reprodução: TV Globo

Wesley sentiu lesão em amistoso contra o Egito e pode ser cortado da Copa do Mundo uma semana antes da estreia / Reprodução: TV Globo

Seleção Brasileira encarou o Egito no último amistoso antes da Copa do Mundo de  2026 / Reprodução: CBF | Rafael Ribeiro

Seleção Brasileira encarou o Egito no último amistoso antes da Copa do Mundo de 2026 / Reprodução: CBF | Rafael Ribeiro

Seleção Brasileira encarou o Egito no último amistoso antes da Copa do Mundo de  2026 / Reprodução: CBF | Rafael Ribeiro

Seleção Brasileira encarou o Egito no último amistoso antes da Copa do Mundo de 2026 / Reprodução: CBF | Rafael Ribeiro


Apesar das saídas, Marrocos seguiu superior na partida e controlou boa parte das ações diante de uma Noruega que conta com nomes como Erling Haaland e Martin Ødegaard. Ainda assim, a imagem dos dois atletas deixando o campo naturalmente acendeu um sinal de alerta às vésperas do Mundial.

O episódio aconteceu apenas horas depois de o Brasil confirmar o primeiro corte de sua delegação. Wesley, que sonhava disputar a primeira Copa do Mundo da carreira, foi retirado da lista após sofrer uma lesão muscular no amistoso contra o Egito. Para seu lugar, Carlo Ancelotti convocou o volante Éderson, da Atalanta.

Uma estreia que já não tem favorito absoluto

As possíveis ausências marroquinas chamam atenção, mas dificilmente alteram a essência do confronto que será disputado no próximo sábado (13/6), em Nova Jersey.

Se durante décadas uma partida entre Brasil e uma seleção africana seria automaticamente enquadrada sob o rótulo de amplo favoritismo brasileiro, a realidade atual é diferente.

Marrocos chega aos Estados Unidos carregando a herança da geração que mudou a história do futebol africano na Copa do Mundo de 2022. No Catar, os marroquinos se tornaram a primeira seleção do continente a alcançar uma semifinal de Mundial, eliminando adversários tradicionais e conquistando respeito global.

Desde então, a equipe manteve boa parte de sua base e passou por um processo natural de renovação. Por isso, muitos enxergam o elenco atual como uma espécie de “versão 2.0” daquela geração histórica.

Não por acaso, foi justamente essa safra de jogadores que também conquistou outro marco simbólico: a primeira vitória de Marrocos sobre o Brasil.

Um jogo decidido nos detalhes

O contexto atual aponta para um cenário raro em estreias de Copa envolvendo a Seleção Brasileira. Brasil e Marrocos chegam com elencos fortes, jogadores atuando nos principais centros do futebol mundial e expectativas elevadas dentro do grupo.

Mais do que uma partida entre tradição e surpresa, o confronto coloca frente a frente duas equipes que enxergam a classificação às oitavas de final como obrigação. Por isso, a tendência é de um jogo muito mais equilibrado do que o peso das camisas poderia sugerir.

A possibilidade de empate aparece como um cenário plausível. Uma vitória apertada para qualquer um dos lados também não surpreenderia. Ao mesmo tempo, a força mental, o momento técnico e a forma como cada seleção responder às circunstâncias da partida podem transformar completamente o roteiro.

Copa começa antes da bola rolar

As lesões de Wesley, Mazraoui e Ezzalzouli servem como lembrete de que uma Copa do Mundo não é construída apenas durante os 90 minutos. A disputa começa nos bastidores, passa pelos treinamentos, pelo controle físico dos atletas e pelas decisões tomadas pelas comissões técnicas.

No caso do Brasil e de Marrocos, a preparação para a estreia ganhou um elemento extra de atenção nesta última semana. Mas, independentemente da situação dos lesionados, uma certeza já se desenha: o primeiro compromisso da Seleção Brasileira no Mundial está longe de ser um simples jogo de abertura.

Trata-se do encontro entre uma equipe que busca o hexacampeonato e outra que passou os últimos anos provando que já não entra em campo para apenas participar. E é justamente essa combinação que transforma Brasil x Marrocos em um dos confrontos mais intrigantes da primeira rodada da Copa do Mundo de 2026.

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