Ídolo do Esporte Clube Vitória, Marinho revelou ter recusado uma proposta do rival Bahia que poderia render cerca de R$ 30 milhões em três anos de contrato. Apesar de ter apontado a oferta recebida como “surreal”, o atacante afirmou que a identificação construída com o Rubro-Negro falou mais alto e foi determinante para a decisão.
Segundo Marinho, a proposta previa três anos de vínculo, com salários, luvas e outros valores que chegariam aos R$ 30 milhões. “A proposta que eu tive do outro lado foi surreal. Era papo de três anos, R$ 30 milhões no bolso”, afirmou ao Resenha do Leão 1899.
O atacante explicou que, ao longo da carreira, defendeu outros clubes que possuem rivalidade com equipes pelas quais também passou, mas estabeleceu uma exceção quando se trata do Bahia. Para Marinho, a história construída no Vitória fez com que uma eventual transferência para o rival estivesse fora de seus planos.
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“Joguei no Grêmio, joguei no Inter, joguei no Ceará, joguei no Fortaleza. Comecei no Fluminense, joguei no Flamengo. A minha questão, quando eu saio daqui, eu falo: o único lugar que eu não jogo é no rival, por tudo que eu construí aqui, e eu não troco isso por dinheiro nenhum”, declarou.
Marinho contou que pessoas próximas ficaram surpresas ao terem acesso ao contrato e perceberem o tamanho da oferta que havia sido recusada. “Quando os caras viram o papel do contrato, falaram: ‘Não acredito’. Muita gente achava que eu só tinha falado da boca para fora”, relatou.
“Nunca foi dinheiro”
O ídolo rubro-negro reconheceu que a proposta representava uma oportunidade financeira importante, mas afirmou que não gostaria de abrir mão da relação construída com o Vitória em troca do dinheiro. “Quando eu falo que nunca foi dinheiro, botar dinheiro no bolso é muito da hora, mas é uma coisa que eu não quero apagar”, explicou.
A identificação de Marinho com o Vitória, segundo o próprio jogador, ultrapassou o período em que esteve em campo pelo clube. Mesmo longe de Salvador, ele era frequentemente questionado pelos torcedores sobre um possível retorno ao Rubro-Negro.
“Toda vez que eu estava em casa, todo mundo falava: ‘Você vai voltar para o Vitória?’. Eu falava: ‘Um dia eu volto’”, contou.
Marinho também destacou que deixou de enxergar o Vitória apenas como um clube pelo qual passou na carreira e passou a se considerar torcedor. A relação, portanto, permaneceu mesmo depois de sua saída.
“Eu virei torcedor. Cheguei aqui como jogador e saí daqui como torcedor. E o torcedor não foi só enquanto eu jogava. Eu fui torcedor quando jogava e quando saí”, afirmou.