Ter um filho ou filha atleta significa viver a rotina junto com eles, mas para as mães de futuros craques do futebol, essa imersão vai muito além do acompanhamento. É um mergulho profundo em sacrifícios, sonhos e uma dedicação incansável que, muitas vezes, pavimenta o caminho para o sucesso profissional.
Longe dos holofotes e dos gramados, são elas as primeiras treinadoras, as nutricionistas improvisadas, as psicólogas e as maiores incentivadoras. As mães de craques transformam o amor incondicional em um verdadeiro motor para a profissionalização dos filhos no esporte mais popular do mundo.
A imersão das mães de craques no futebol
Neste cenário, Cris Tollentino, mãe de Lucas Paquetá, meia do Flamengo, se destaca nas redes sociais com vídeos e dicas para outras mães de craques. No Instagram, ela se apresenta como palestrante, mentora e responsável por ajudar pais e jovens jogadores a trilharem o caminho do sucesso no futebol.
Os vídeos viraram receitas quase que perfeitas para a ascensão no esporte e ganhou o público de mães de atletas, desde amador até profissional. No começo de cada gravação, um bordão chamativo: “Como mãe de Lucas Paquetá e especialista em gestão de carreira, preciso te falar”.
As dicas surgem com base na própria vivência. Direto da Ilha de Paquetá, Cris acordava cedo e pegava quatro conduções para levar Lucas ao treino da base do Flamengo, no Ninho do Urubu. O trajeto chegava a durar mais de 3h.

Cris Tollentino: mentoria e dicas para mães de atletas
Em um dos conteúdos, Cris passa orientações para as mães gerirem a carreiras dos filhos e lista as ações do “fazer A+”: “O seu filho precisa ser viciado em uma única coisa e ele vai ser jogador profissional antes dos 16 anos de idade. É exatamente isso que diferencia Neymar, Cristiano Ronaldo, Messi e o próprio Lucas Paquetá. Pode mudar o futuro do seu filho. Ele precisa ser viciado em fazer o A+.”
- Se o treino dura uma hora, ele vai fazer duas horas;
- Se o combinado é chegar às oito, ele chega às sete;
- Enquanto os outros começam a aquecer no horário, ele já está suando;
- Se os colegas treinam de segunda a sexta, ele vai treinar também no domingo.
Em outro vídeo, Cris Tollentino aborda a importância de trabalhar o mental dos atletas desde os primeiros passos em campo. Na ocasião, ela cita Neymar Jr., atualemnte no Santos, como exemplo.
“Neymar não seria Neymar se não tivesse feito isso fora dos gramatos. Muita gente olha para o talento, para os dribles, para os gols, e acha que foi só isso que construiu a carreira dele. Mas o que muita gente não vê é o quanto ele foi preparado psicologicamente para aguentar a pressão. Críticas holofotes desde adolescente. Antes de ser ídolo, ele já era manchete. Antes de ser profissional, já era perseguido pela mídia. E antes de jogar uma copa, já carregava o peso de ser a maior esperança do país. Sem estrutura mental, qualquer garoto desmoronaria”, diz a Mãe de Paquetá.