As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concluíram a entrega das autorizações necessárias para a quebra de sigilos prevista em um acordo entre os candidatos à Presidência. Os documentos foram encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas as informações protegidas pela medida ainda não foram divulgadas.
Parte da documentação envolvia procurações pendentes para permitir o acesso a dados de outras pessoas. As autorizações precisam ser concedidas pelos próprios titulares, já que os candidatos não podem consentir com a abertura de informações sigilosas em nome de terceiros.
Entre os documentos apresentados pela equipe de Flávio está a autorização relacionada à Alcazar Holding, empresa pertencente ao advogado Willer Thomaz. A companhia é investigada em um inquérito sobre lavagem de dinheiro, no qual a Polícia Federal suspeita que o senador tenha sido sócio de Thomaz.
Em petição enviada ao TSE, a campanha do candidato do PL declarou ter cumprido integralmente o compromisso firmado com a equipe de Lula e apresentado todas as autorizações exigidas no acordo.