A deputada federal e presidente do PSB na Bahia, Lídice da Mata, revelou o motivo que a fez desistir da suplência do senador Jaques Wagner (PT) nas eleições de 2026.
Em entrevista ao portal A TARDE durante plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) em Cajazeiras nesta quarta-feira, 15, a parlamentar revelou que a decisão partiu de um cálculo eleitoral do diretório nacional do PSB, que considera a participação da veterana como crucial para os objetivos da legenda no pleito deste ano.
Na verdade, eu recebi o convite do senador Jaques Wagner, mas isso ainda não estava consolidado. Eu conversei com ele e disse que iria ter uma conversa com o partido. A decisão da nacional do partido foi de fortalecer a campanha para eleger três deputados federais na Bahia. É uma necessidade do partido e eu não gostaria que a minha saída pudesse prejudicar esse movimento do partido no estado Lídice da Mata, deputada federal
A confirmação de Lídice na suplência de Wagner era dada como certa até pouco tempo. Interlocutores ouvidos pela reportagem apontavam que as chances dela de ocupar o posto eram superiores a 90%. Ainda existia a expectativa de que o próprio Jaques Wagner fizesse o anúncio antes da convenção partidária, no dia 1º de agosto.
Edvaldo Brito quase lá
Com a desistência de Lídice, o PSD deve ganhar a disputa interna para ficar com a primeira suplência do senador Jaques Wagner na chapa majoritária. O portal A TARDE apurou que o ex-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito, é a principal opção do partido para a suplência.
A ideia, de acordo com as fontes consultadas, é ‘homenagear’ o político por sua trajetória, que foi encerrada oficialmente em 2024, quando resolveu não concorrer a um novo mandato como vereador da capital.
Alguns dos nomes consultados pela reportagem apontam que Edvaldo já vem ganhando maior espaço nas agendas do grupo governista, a exemplo das últimas edições do PGP, quando tem sido colocado em posições estratégicas para os presentes nos atos.
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Estratégia e dobradinha
A estratégia de indicar Edvaldo consiste na possibilidade, entre os mais otimistas, do ex-prefeito ser alçado ao Senado, ao menos de maneira ‘provisória’.
Nos bastidores, acreditam que Wagner será escolhido como ministro em um eventual segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que pode lhe conceder uma licença de seu mandato. Assim, Edvaldo poderá assumir a cadeira no Congresso nacional, ainda por pouco tempo.
Segunda suplência
A segunda suplência de Jaques Wagner também caminha para definição nos próximos dias. Se nada mudar, de acordo com fontes ligadas ao grupo governista, Aladilce Souza (PCdoB), vereadora por Salvador, será a escolhida para o posto.
A indicação contempla um pleito antigo do PCdoB por espaço na chapa majoritária governista. A sigla já havia sinalizado interesse no posto nos últimos meses, com manifestações públicas de suas lideranças.