Gideão foi o primeiro dos quatro envolvidos no crime a ser julgado. Ele foi considerado culpado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.
A Justiça da Bahia, condenou a 20 anos e 4 meses de prisão, o motorista por aplicativo Gideão Duarte de Lima, acusado de transportar a cantora gospel Sara Freitas até o local onde ela foi assassinada. A sentença foi proferida nesta terça-feira (15), após o Júri Popular, que aconteceu na cidade de Dias d’Ávila.
Gideão foi o primeiro dos quatro envolvidos no crime a ser julgado. Ele foi considerado culpado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa. A pena deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado.
O acusado chegou ao Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, pouco mais das 9h, em uma viatura da Polícia Penal, sob escolta da Polícia Militar (PM). O julgamento começou pouco depois e durou mais de 12h. Ao longo do dia, foram ouvidas quatro testemunhas de acusação e três de defesa. O Júri foi composto por cinco homens e duas mulheres.
Durante a sessão, a acusação sustentou a versão de que o investigado ficou 20 minutos esperando no carro, enquanto o crime era cometido. Já a defesa alegou que ele foi coagido a ficar no local. Após a condenação, Gideão retornou para o sistema prisional em Salvador. Os outros envolvidos Ederlan Mariano, Weslen Pablo Correia de Jesus e Victor Gabriel Oliveira Neves, entraram com recurso e aguardam a definição de suas datas de julgamento. Todos seguem custodiados no Complexo Penal da Mata Escura, em Salvador.
O crime
A cantora gospel Sara Freitas, desapareceu no dia 24 de outubro de 2023. Seu corpo foi encontrado quatro dias depois, às margens da BA-093, em Dias D’Ávila, seminua e parcialmente carbonizada. Na época, o marido da vítima, Ederlan Mariano, chegou a simular desespero nas redes sociais, ao lado da filha do casal.