O Vitória bateu o Botafogo no Estádio Manoel Barradas, por 1 a 0, na noite deste domingo, 16. No entanto, foi após o apito final que uma cena chamou atenção, causando a primeira expulsão pela Lei Vini Jr no Brasileirão, regra que o próprio Rubro-Negro votou contra.
O caso ocorreu durante uma provocação do técnico do Leão, Jair Ventura, que desencadeou uma discussão com o centroavante Arthur Cabral, da equipe visitante.
Na ocasião, o jogador levou a mão à boca e, na sequência, recebeu cartão vermelho, saindo do gramado xingando após a decisão.
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Entenda a confusão
O desentendimento começou ainda nos acréscimos do segundo tempo, quando Santi Rodríguez, do Botafogo, tentou lançar a bola para a lateral, mas jogou para fora. Ironicamente, Jair Ventura fingiu que iria cabeceá-la.
Assim que viu a cena, Arthur Cabral reclamou da atitude do treinador, mas o jogo seguiu. No entanto, após o fim da partida, o atleta voltou a procurar o professor e cobrou respeito, quando cobriu a boca, causando a punição.
Entenda a Lei Vini Jr
A Lei Vini Jr. é uma nova regra de comportamento no futebol, incorporada à Regra 12, sobre faltas e conduta antidesportiva. Ela foi inspirada em um episódio envolvendo Vini Jr. e passou a permitir a expulsão em uma situação específica.
A regra compõe uma das mudanças implementadas no futebol após a Copa do Mundo. A medida prevê punição para jogadores que utilizem gestos ou palavras considerados ofensivos em determinadas situações.
Vitória votou contra Lei Vini Jr.
O presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, comentou a votação que definiu a implementação de novas regras no futebol brasileiro e destacou sua posição sobre a chamada ‘Lei Vini Jr.’. Apesar de ser favorável às mudanças, o dirigente considera que a adoção das medidas ainda nesta temporada aconteceu de forma antecipada.
Mota explicou que o Vitória foi contrário à aplicação imediata das novas regras por entender que o futebol brasileiro precisa de um período maior de adaptação. O Leão da Barra e o Grêmio foram os únicos a votar pela implementação apenas a partir da próxima temporada.
“Porque você parte do princípio que todas as vezes que o atleta está colocando a mão na boca é pra praticar um pretenso ato de racismo ou pra uma ação que seja contra os princípios básicos”, disse Fábio ao O Globo.
“Eu entendo que não é dessa forma, as vezes colocar a mão na boca tem outro sentido, tem outra conversa que está sendo feita ali, entre ele e o colega e que não tem nada a ver com agressão a um jogo de futebol”, completou o dirigente.