• Home
  • Polícia
  • Israel volta a bombardear Gaza e deixa ao menos 15 mortos

Israel volta a bombardear Gaza e deixa ao menos 15 mortos

Bombardeios deixaram ao menos 15 mortos neste domingo, 2, em diferentes regiões da Faixa de Gaza, segundo autoridades palestinas, mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar avanços nas negociações para consolidar o cessar-fogo.

No entanto, o governo israelense reafirmou que não interromperá a ofensiva antes do desarmamento do Hamas. Os bombardeios ocorreram na Cidade de Gaza, Deir al-Balah, Khan Younis, Mawasi, Jabalia e no bairro de Zeitoun.

Tudo sobre Mundo em primeira mão! Entre no canal do WhatsApp.

Equipes médicas palestinas informaram que pelo menos 15 pessoas morreram ao longo do dia, incluindo integrantes de duas famílias atingidas dentro de casa e pessoas que estavam em tendas usadas como abrigo.

Em Mawasi, um casal e o filho de 9 anos morreram após um ataque contra uma residência. Na Cidade de Gaza, outro casal e o filho também foram mortos quando um apartamento foi atingido. Outras vítimas foram registradas após bombardeios em áreas próximas à missão diplomática do Egito e no norte do território.

O Exército de Israel afirmou que alguns dos alvos eram integrantes da força de elite Nukhba, ligada ao Hamas, além de outros combatentes do grupo, e informou que segue analisando parte das operações realizadas.

Israel mantém exigência para encerrar ofensiva

Apesar do anúncio feito por Donald Trump sobre um possível avanço nas negociações envolvendo o desarmamento do Hamas, o governo israelense indicou que não há qualquer acordo para suspender os ataques.

Leia Também:

O ministro da Energia de Israel, Eli Cohen, afirmou que o Hamas terá oportunidade para entregar as armas, mas disse duvidar que isso aconteça. Segundo ele, caso a organização mantenha o arsenal, Israel poderá ampliar sua presença militar e assumir o controle total da Faixa de Gaza.

“No acordo que assinamos com os Estados Unidos, nossa posição é que o Hamas deve ser desmantelado. Essa é a primeira coisa que precisa acontecer”, declarou o ministro.

Hamas acusa Israel de dificultar cessar-fogo

O Hamas voltou a defender que qualquer processo de desarmamento depende da retirada completa das tropas israelenses do território palestino, conforme prevê o acordo firmado anteriormente.

Em comunicado, o dirigente Basem Naim afirmou que a intensificação dos bombardeios ocorre justamente quando as negociações avançam e acusou Israel de tentar inviabilizar o fim da guerra por meio da expansão da ofensiva militar.

Conselho liderado pelos EUA tenta preservar acordo

Na sexta-feira, 1º, o Conselho da Paz, iniciativa coordenada pelos Estados Unidos para acompanhar o cessar-fogo, divulgou um roteiro com 15 etapas para a implementação definitiva do acordo.

O ex-dirigente palestino Mohammed Dahlan afirmou que mantém diálogo com representantes do governo norte-americano e disse ter sido informado de que Jared Kushner, genro de Donald Trump, trabalha junto ao governo israelense para interromper os ataques.

Até a publicação desta matéria, o Departamento de Estado dos Estados Unidos e o governo de Israel não haviam comentado oficialmente a declaração.



VEJA MAIS

Açougueiro baiano suspeito de esquartejar mulher em SP tinha histórico de violência

O açougueiro Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, preso sob suspeita de matar, esquartejar…

onde assistir, horário e prováveis escalações

Athletico-PR e Vitória abrem nesta segunda-feira (3), às 21h, na Arena da Baixada, em Curitiba,…

Exposição leva 80 fotografias de Pierre Verger para 18 cidades

Na canção Nos Bailes da Vida, o cantor e compositor mineiro Milton Nascimento diz: “todo…