O açougueiro Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, preso sob suspeita de matar, esquartejar e ocultar o corpo de uma mulher em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, já havia sido investigado anteriormente por violência doméstica. O homem responde a um caso registrado em março deste ano, quando a ex-esposa denunciou ter sido agredida com socos, chutes e mordidas durante uma discussão.
Segundo o relato feito à polícia, o casal manteve um relacionamento por aproximadamente três anos e tem uma filha de três anos. Após o registro da ocorrência, a Justiça concedeu medida protetiva em favor da vítima.
Entre as determinações judiciais estava a participação obrigatória do investigado em acompanhamento psicossocial. Entretanto, conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público em abril, Marciel deixou de cumprir a determinação e também não compareceu à delegacia para justificar a ausência. Apesar da investigação, ele respondia ao processo em liberdade.
Natural de Santa Rita de Cássia, na Bahia, o suspeito tem duas filhas e, até o momento, não constituiu advogado para atuar em sua defesa.
Prisão ocorreu após imagens de câmeras de segurança
Marciel foi preso temporariamente no sábado, 1º, depois de ser identificado por imagens de câmeras de segurança carregando sacos plásticos contendo partes do corpo da vítima até lixeiras localizadas nas proximidades de uma marmitaria, no bairro Parque Estoril.
Durante a abordagem, policiais civis realizaram buscas na residência do suspeito e encontraram uma manta com manchas de sangue e perfurações compatíveis com golpes de faca. O material foi recolhido para perícia.
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Levado para a Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic), o homem confessou ter cometido o crime sozinho e afirmou que realizou diversas viagens entre a casa onde mora e as lixeiras para esconder os restos mortais.
Perícia aponta tentativa de ocultar vestígios
De acordo com o delegado André Amorim, os trabalhos periciais identificaram grande quantidade de sangue oculto no imóvel. Os indícios apontam que o suspeito tentou eliminar provas lavando o ambiente e pintando as paredes para esconder os vestígios.
Em depoimento, Marciel declarou que conheceu a vítima poucos dias antes do crime em uma praça e a convidou para ir até sua residência. O homicídio ocorreu em 25 de julho, enquanto as partes do corpo foram encontradas dois dias depois por um funcionário da marmitaria.
Vítima continua sem identificação
O exame necroscópico revelou que a mulher foi atingida por diversas perfurações na região do peito antes de ter o corpo desmembrado. Apenas parte dos órgãos foi localizada junto aos restos mortais encontrados nas lixeiras, sem confirmação sobre quais ou quantos foram retirados.
Até a última atualização do caso, a identidade da vítima ainda não havia sido confirmada. A investigação segue sendo conduzida como homicídio e ocultação de cadáver.