A Polícia Nacional da Espanha abriu uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte do atacante Jesús de Miguel, de 30 anos, do Tenerife. O jogador morreu nesta terça-feira (3), após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante a partida contra o Andorra, pela segunda divisão espanhola.
O choque aconteceu nos acréscimos do confronto, disputado na segunda-feira (2). De Miguel avançava em direção ao gol após receber um lançamento quando o goleiro Jesús Owono saiu da área para tentar interceptar a bola. Os dois se chocaram, e o atacante caiu imediatamente no gramado.
Atacante recebeu atendimento ainda em campo
A partida foi interrompida para que De Miguel recebesse socorro. A equipe médica realizou manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) após identificar a parada cardiorrespiratória.
O jogador voltou a apresentar sinais vitais durante o atendimento na ambulância e foi levado ao Hospital Universitário Nuestra Señora de Candelaria, em Tenerife. Ele permaneceu internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu.
🔵⚪️ | Golpe fortísimo de Owono sobre Jesús de Miguel que hace que salten todas las alarmas. 🇪🇸👀
🙏🏼 Pronta recuperación a Jesús y que todo quede en un susto
🏟️ Tenerife – Andorra pic.twitter.com/NXopIJ7p9H
— Laliga News (@laligaa_neews) November 2, 2026
Investigação vai apurar as circunstâncias do lance
As autoridades devem avaliar se o choque foi um acidente durante a disputa esportiva ou se houve intenção. Até o momento, não há conclusão oficial sobre a responsabilidade de Owono.
De acordo com a imprensa local, o goleiro está profundamente abalado com o ocorrido e restringiu os comentários em suas redes sociais após receber insultos e acusações.
Caso pode ter consequências disciplinares e criminais
A depender do resultado da investigação, Owono poderá sofrer sanções disciplinares e até responder criminalmente. A legislação espanhola prevê punições para agressões deliberadas durante competições. Em casos de homicídio culposo, quando há imprudência, negligência ou falta de cuidado, a pena pode chegar a quatro anos de prisão, conforme o enquadramento jurídico.