• Home
  • Cidades
  • Ganhadeiras de Itapuã lançam novo álbum após 12 anos

Ganhadeiras de Itapuã lançam novo álbum após 12 anos

Após mais de uma década do primeiro trabalho de estúdio, o grupo As Ganhadeiras de Itapuã lança, no próximo dia 27 de julho, o álbum “Samba de Mar Aberto“.

O projeto celebra 22 anos de trajetória do coletivo e reafirma sua atuação na preservação da cultura popular baiana e da memória das mulheres negras de Itapuã.

Tudo sobre Música em primeira mão! Entre no canal do WhatsApp.

O lançamento será acompanhado por uma transmissão ao vivo, às 17h, que reunirá integrantes do grupo, produtores, músicos e parceiros.

Serão apresentado os bastidores da gravação, o processo de criação das músicas e os preparativos para o show oficial de lançamento, previsto para outubro, na nova sede das Ganhadeiras, em construção nas proximidades da Lagoa do Abaeté, em Salvador.

Álbum reúne diferentes matrizes da música baiana

Com produção musical de Alê Siqueira e direção musical de Amadeu Alves, “Samba de Mar Aberto” propõe um diálogo entre diversas manifestações musicais presentes na cultura afro-brasileira e nordestina.

Segundo Amadeu Alves, o conceito do álbum busca valorizar a identidade musical das comunidades litorâneas da Bahia.

Leia Também:

“O samba de mar aberto é o sotaque, o jeito e a identidade da música de beira de praia nessa região da Bahia. Ele dialoga com outras matrizes do samba baiano, mas incorpora também ritmos como ciranda, maracatu, frevo, toques de terreiro e blocos afros”, afirma o diretor musical.

O produtor geral Edvaldo Borges, que divide a produção com Jenner Salgado e Salviano Filho, explica que o nome escolhido simboliza justamente essa diversidade.

“No Samba de Mar Aberto cabe a ciranda, o maracatu, o samba de roda, a música religiosa, reggae, baião, xote, ijexá, salsa e até música clássica. É como se o mar fosse um grande caldeirão onde diferentes sonoridades convivem naturalmente.”

Imagem ilustrativa da imagem Ganhadeiras de Itapuã lançam novo álbum após 12 anos
Foto: Divulgação

Live mostrará bastidores da produção

Além de marcar a chegada do álbum às plataformas digitais, a transmissão ao vivo servirá para apresentar detalhes do processo criativo da obra.

Durante o encontro, o público poderá conhecer como ocorreu a escolha do repertório, a elaboração dos arranjos, a preparação vocal das integrantes e as parcerias que contribuíram para a construção do projeto.

O disco também reúne um projeto gráfico desenvolvido pela Editora Solisluna, fotografias de Ricardo Martins, texto de apresentação de Danilo Barata e capa criada por Dona Edsoleda Santos, artista de Itapuã com mais de 80 anos, responsável também por ilustrações presentes no Museu Virtual Casa de Ganho.

Grupo preserva a memória cultural de Itapuã

Formado por mulheres, crianças e músicos da comunidade, o grupo nasceu com o propósito de preservar as tradições das antigas ganhadeiras. Eram mulheres negras que trabalhavam comercializando alimentos, peixes e outros produtos pelas ruas de Salvador e desempenharam papel importante na formação econômica e cultural da cidade.

Ao longo das apresentações, o coletivo mistura música, dança e teatro para revisitar histórias do bairro de Itapuã por meio de cantigas, sambas de roda, cirandas e outras manifestações populares transmitidas entre gerações.

O trabalho também incorpora elementos contemporâneos sem perder a ligação com a ancestralidade afro-brasileira.

Trajetória premiada

As Ganhadeiras de Itapuã acumulam reconhecimento nacional desde o lançamento do primeiro álbum, em 2014.

No ano seguinte, conquistaram duas categorias do Prêmio da Música Brasileira: Melhor Grupo Regional e Melhor Álbum de Música Regional. Também receberam o Prêmio Caymmi de Música e participaram da cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Em 2019, lançaram o DVD Uma História Cantada e, no Carnaval de 2020, a trajetória do grupo inspirou o enredo da Unidos do Viradouro, campeã do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro após 23 anos.

Entre os projetos mais recentes está o Museu Virtual Casa de Ganho, inaugurado em 2021, dedicado à preservação da memória das Ganhadeiras e da cultura de Itapuã. Nos últimos dois anos, o grupo também realizou uma turnê por capitais brasileiras, com apresentações em Recife, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

A gravação de “Samba de Mar Aberto” foi contemplada pelos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) na Bahia, com apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e do Ministério da Cultura.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Um ano após crime, suspeito de mandar matar o tio é preso em Salvador

A investigação sobre a morte de um homem de 60 anos, ocorrida em junho de…

João Roma escolhe ex-prefeitos para suplência ao Senado

O pré-candidato ao Senado, João Roma (PL), anunciou os nomes dos seus suplentes na corrida…

Ganhadeiras de Itapuã lançam novo álbum após 12 anos

Após mais de uma década do primeiro trabalho de estúdio, o grupo As Ganhadeiras de…