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Flávio Bolsonaro promete negociar com a China após tarifa sobre carne

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado, 11, que pretende procurar representantes do governo chinês para tentar reverter a tarifa de 55% aplicada sobre a carne bovina brasileira que excede as cotas de importação.

Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o parlamentar também responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela medida.

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A declaração ocorre em meio às discussões sobre as tarifas impostas ao Brasil por outros países e após o senador voltar a citar a taxação chinesa, que está em vigor desde o início deste ano.

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Senador promete procurar autoridades chinesas

Na transmissão, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende conversar com representantes da China para tentar impedir a continuidade da cobrança.

“O Brasil acabou de ser tarifado também, mais 55% pela China. […] A gente está falando de 62% de tarifação da nossa carne brasileira a partir do momento em que essa cota é estourada. E estou disposto também a buscar o governo chinês, a embaixada aqui, para também pedir que isso não aconteça”, afirmou o senador.

A conta mencionada por Flávio, no entanto, é de 67% de taxação sobre a carne brasileira.

Tarifa entrou em vigor no início de 2026

A decisão do governo chinês foi anunciada em 31 de dezembro de 2025 e passou a valer em 1º de janeiro de 2026. Desde então, a carne bovina brasileira importada que ultrapassa os volumes estabelecidos está sujeita a uma tarifa adicional de 55%.

Embora a medida esteja em vigor há meses, o senador voltou a mencionar o tema na última semana.

Críticas ao governo Lula e tarifa dos Estados Unidos

Durante a transmissão, Flávio Bolsonaro também atribuiu a responsabilidade pela taxação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“É incompetência mesmo, gente. Então não adianta querer colar tarifa em cima da gente. Essa é uma culpa do Lula. Essa é dele. Eu sei que a culpa é dele, mas ele não pode botar em quem ele quiser. A culpa é dele, ele que abraçe esse problema”, criticou o presidenciável.

O parlamentar ainda relacionou o assunto à nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor na próxima quarta-feira, 15.

Viagem aos Estados Unidos

Ao comentar o tema, Flávio Bolsonaro afirmou que permaneceu por mais tempo nos Estados Unidos para participar de reuniões e tentar evitar a nova taxação anunciada pelo governo norte-americano.

“Acabou que eu tive que ficar mais um dia nos Estados Unidos para fazer algumas reuniões e tentar evitar que o nosso país fosse tarifado em mais 25%. Então estava lá fazendo a minha parte, tentando, me esforçando, […] explicando porque o Brasil não deveria ser tarifado, mas é uma decisão política do governo americano”, disse.



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