O senador Jaques Wagner (PT) afirmou nesta quinta-feira (9), em uma rádio baiana, que a proposta que prevê o fim da jornada de trabalho na escala 6×1 poderá ser apreciada pelo Senado já na próxima semana, antes do início do recesso legislativo, marcado para o dia 19 de julho.
De acordo com o parlamentar, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), tem demonstrado disposição para colocar a matéria em votação, embora exista a possibilidade de apresentar ajustes ao texto ou estabelecer um período de transição, a exemplo do que foi debatido na Câmara dos Deputados.
“A matéria tem que ser votada. O Brasil inteiro tem essa expectativa”, afirmou Wagner.
O senador destacou ainda que a proposta recebeu amplo apoio dos deputados federais durante a tramitação na Câmara. Segundo ele, mais de 470 dos 513 parlamentares votaram favoravelmente ao texto, o que, em sua avaliação, indica que a tendência é de aprovação também no Senado.
Ao comentar as críticas sobre possíveis impactos econômicos da medida, Wagner lembrou as discussões em torno da política de valorização do salário mínimo nos primeiros governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na época, segundo ele, também havia previsões negativas para a economia, que não se confirmaram.
“A economia cresceu e houve um processo de inclusão social muito grande”, declarou.
Para o petista, a redução da jornada pode trazer benefícios além da qualidade de vida dos trabalhadores. Na avaliação do senador, um dia adicional de descanso permitiria maior convivência familiar e até a realização de atividades que complementem a renda. “Se não tiver dinheiro na mão das pessoas, a economia não roda”, concluiu.