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FIFA veta garrafas de água na Copa do Mundo 2026 e provoca onda de críticas de torcedores

Entidade voltou atrás em orientação anterior, proibiu a entrada de garrafas de água nos estádios e passou a ser criticada por obrigar o público a comprar bebidas dentro das arenas.

A menos de uma semana da Copa do Mundo 2026, uma decisão da Federação Internacional de Futebol (FIFA) provocou forte reação entre torcedores e abriu uma nova discussão sobre conforto, segurança e gastos durante o torneio. A entidade determinou que o público não poderá entrar nos estádios com garrafas de água, nem mesmo vazias, revertendo uma orientação divulgada semanas antes que autorizava a entrada de recipientes transparentes e reutilizáveis com capacidade de até um litro.

Com a mudança, quem quiser se hidratar durante as partidas terá de adquirir água vendida dentro das arenas. A justificativa apresentada pela FIFA é a prevenção de acidentes e possíveis lesões, já que garrafas podem ser utilizadas como objetos arremessáveis contra jogadores, árbitros ou outros espectadores. Segundo a entidade, a medida padroniza protocolos de segurança já adotados em diversos estádios dos Estados Unidos, México e Canadá, países que receberão o Mundial.

Veja as fotos

Copa do Mundo acontece em 2026Divulgação: FIFA

Reprodução: Globo Esporte

A FIFA divulgou a tabela de jogos em 2025; o Brasil foi sorteado para o Grupo C e terá como adversários Marrocos, Haiti e EscóciaReprodução: Globo Esporte

Divulgação: CBF/FIFA

New York Red Bulls Training Complex, local onde a Seleção Brasileira vai treinar na Copa do Mundo 2026Divulgação: CBF/FIFA

Reprodução: FIFA

Emirates StadiumReprodução: FIFA

Reprodução: FIFA

Presidente da FIFA fazendo gesto de pazReprodução: FIFA


Mas a decisão ganhou contornos ainda mais polêmicos por acontecer em meio às preocupações com as altas temperaturas previstas para várias cidades-sede. Especialistas vêm alertando há meses para os riscos do calor extremo durante a competição, especialmente em regiões onde os termômetros podem ultrapassar os 35°C e, em alguns casos, se aproximar dos 40°C durante o verão.

Nas redes sociais, a repercussão foi imediata e majoritariamente negativa. Muitos torcedores afirmam que a justificativa de segurança não convence e enxergam a medida como uma forma de aumentar o consumo dentro dos estádios. Também houve quem classificasse a decisão como contraditória diante das preocupações com o calor, argumentando que o acesso à água deveria ser facilitado, e não limitado.

Outra crítica recorrente foi relacionada aos preços praticados nos eventos organizados pela FIFA. Torcedores lembraram que, no Mundial de Clubes disputado nos Estados Unidos, uma garrafa de água chegou a custar entre US$ 4 e US$ 6, valor considerado elevado por parte do público. Nas discussões online, usuários compararam os preços com os cobrados em estádios brasileiros e afirmaram que a nova regra beneficia financeiramente os operadores das arenas e os patrocinadores de bebidas.

A FIFA garantiu que trabalha com autoridades locais e comitês organizadores para minimizar os impactos das altas temperaturas. Entre as medidas anunciadas estão áreas de resfriamento, ventiladores, estações de hidratação, tendas de sombra e equipamentos de nebulização instalados nos arredores dos estádios.

A Copa do Mundo 2026 será disputada entre 11 de junho e 19 de julho e contará, pela primeira vez, com 48 seleções.

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