A Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV) publicou a ata da convenção partidária realizada no sábado, 1º, e confirmou o veto à candidatura a deputado estadual do vereador de Salvador André Fraga (PV).
O PT e o PCdoB se manifestaram contra a candidatura de Fraga, em razão de o edil ser um aliado do grupo do candidato ao Governo do Estado pela oposição, ACM Neto (União Brasil), e do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil).
“Fica expressamente consignado que André Moreira Fraga não integra a nominata do Partido Verde nem a nominata da Federação Brasil da Esperança para o cargo de Deputado Estadual, em razão de não ter sido aprovada sua inclusão no âmbito da Federação e de ter sido expressamente excluída pela Comissão Executiva Nacional”, diz o documento.
A não homologação da candidatura do verde já era esperada dentro do partido. Apesar disso, o presidente do PV na Bahia, Ivanilson Gomes, ainda tinha expectativa de que o veto fosse revertido.
“Eu acredito no bom senso da Federação porque André Fraga tem credibilidade e um trabalho muito bom em Salvador, na Bahia e no Brasil. Espero que a gente não cometa a imprudência de tirar a condição de uma candidatura legítima”, disse Ivanilson em entrevista no sábado, durante a convenção.
“Violência política”
Antes da confirmação do veto à candidatura, André Fraga publicou um vídeo em suas redes reagindo à medida. Ele classificou a decisão da Federação como um “episódio de perseguição política e de desrespeito à democracia interna”, e adiantou que “não será aceita sem resistência”, indicando uma judicialização do caso.
“Estamos diante de um caso flagrante de violência política, perseguição e arbitrariedade. Os argumentos apresentados publicamente para justificar o injustificável são frágeis e pouco convincentes. Em vez de esconder as verdadeiras motivações, acabam revelando aquilo que realmente está em jogo: uma rasa disputa por espaço e votos, e não um compromisso com as pessoas, com os municípios baianos ou com a defesa do meio ambiente”, argumentou.
“Adotaremos todas as medidas cabíveis, tanto na esfera administrativa quanto na judicial, para defender os nossos direitos. Resistiremos até a última possibilidade prevista em lei”, complementou.