A crise financeira da Ponte Preta provocou mais duas baixas no elenco nesta semana. Entre elas está a do volante Léo Gomes, ex-Esporte Clube Vitória, que acionou a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF para cobrar valores atrasados do clube. A rescisão contratual do jogador foi publicada no Boletim Informativo Diário (BID).
Léo Gomes deixa a Ponte Preta após disputar 13 partidas pela equipe na temporada e marcar um gol. O volante recebeu uma proposta para atuar no futebol do Vietnã e, além da saída, cobra R$ 340 mil em valores atrasados por meio da CNRD.
A saída de Léo Gomes ocorre em um momento de forte instabilidade financeira e esportiva na Macaca. O clube já havia perdido o atacante Daniel Baianinho, que também acionou a CNRD para cobrar salários atrasados e teve sua rescisão publicada no BID.
Baianinho disputou 17 partidas pela Ponte e marcou um gol. O atacante tem o Floresta como provável destino, enquanto a ação apresentada por ele cobra R$ 183 mil em pendências.
Ponte Preta acumula baixas durante crise financeira
Com Léo Gomes e Daniel Baianinho, a Ponte Preta chega a três saídas apenas nesta semana. Antes da dupla, o clube havia oficializado a saída do atacante Brandão, que estava emprestado pelo Coritiba e recebeu uma proposta do CSKA 1948, da Bulgária.
As novas baixas aumentam uma lista que já é extensa desde o início da Série B. Em consequência da crise financeira, a Ponte Preta perdeu diversos jogadores nas últimas semanas.
Já deixaram o clube o goleiro Diogo Silva; os zagueiros David Braz, Márcio Silva e Weverton; os laterais Lucas Justen, Bryan Borges e Thalys; os volantes Rodrigo Saravia e Tárik; além dos atacantes Diego Tavares, Luis Phelipe e William Pottker.
A saída de outros jogadores também não está descartada nos próximos dias. Mesmo após o fim da paralisação dos atletas, a Ponte continua convivendo com um elenco reduzido, entre rescisões contratuais e problemas físicos.
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Ponte Preta busca saída para crise com projeto de SAF
Em meio ao cenário de dificuldades, a Ponte Preta também avançou no processo para a possível transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Uma assembleia foi marcada para o dia 19 de setembro e terá como objetivo referendar, por meio de voto secreto, a decisão aprovada anteriormente pelo Conselho Deliberativo, em 17 de junho de 2026.
A aprovação dos associados, no entanto, não representará uma autorização imediata para a entrada de investidores ou para a venda de patrimônio da instituição.
Projeto prevê investimento de até R$ 1 bilhão
A transformação em SAF é tratada pela diretoria como uma das principais alternativas para reestruturar a Ponte Preta diante da crise financeira e esportiva.
O clube afirma ter recebido uma proposta de investimento que pode chegar a R$ 1 bilhão. Pelo projeto apresentado, R$ 400 milhões seriam destinados à modernização do Estádio Moisés Lucarelli e do Centro de Treinamento.
Outros R$ 300 milhões seriam utilizados para o pagamento das dívidas da Ponte Preta. Os R$ 300 milhões restantes seriam destinados diretamente ao futebol ao longo de um período de dez anos.
Enquanto o futuro administrativo e financeiro do clube é discutido, a Ponte precisa lidar com os problemas dentro de campo. Para o duelo contra o São Bernardo, no domingo, às 18h30, no Moisés Lucarelli, apenas seis jogadores do grupo principal estão à disposição: os zagueiros Lucas Cunha e Sergio Palacios, o lateral-esquerdo Danilo Barcelos, os volantes André Lima e Murilo Cavalcante e o atacante David da Hora.
A Ponte Preta ocupa a lanterna da Série B e tenta interromper uma sequência de 19 jogos sem vitória.