O ator Humberto Martins, conhecido por interpretar papéis de galã em novelas da TV Globo nos anos 90, pode disputar a eleilção deste ano pelo Democracia Cristã (DC). Além dele, a filha do ex-deputado federal, Roberto Jefferson, que cumpre domiciliar, a ex-ministra Cristiane Brasil, também pode sair como candidata no pleito de outubro pela mesma legenda.
A intenção seria lançar os dois para disputar o cargo de deputado federal no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo presidente do partido, João Caldas, que se reuniu com a dupla neste fim de semana para discutir sobre uma possível entrada na disputa.
Segundo informações da Folha de São Paulo, Caldas comentou que os votos a Humberto Martins podem ajudar o partido a eleger até dois deputados. Já Cristiane Brasil, seria uma pessoa “muita querida no Rio”.
O presidente do DC mencionou ainda a possibilidade de Marlene Mattos, ex-empresária da Xuxa, se candidatar. Segundo Caldas, ela é filiada ao partido e analisa a possibilidade.
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Crise no DC e histórico
A movimentação no DC ocorre em meio à crise na pré-candidatura presidencial do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Barbosa criou perfis em redes sociais e afirmou estudar “a possibilidade de, chegado o momento fixado pela lei”, disputar a Presidência.
A chapa projetada pelo DC une figuras ligadas por um episódio histórico política brasileira: Cristiane Brasil é filha de Roberto Jefferson, condenado pelo próprio Joaquim Barbosa no processo do Mensalão.
Em 2014, como presidente do STF, Barbosa determinou a prisão de Jefferson, então presidente licenciado do PTB e ex-deputado federal, condenado a sete anos e 14 dias de reclusão em regime semiaberto. Jefferson cumpriu a condenação em um presídio do Rio. No entanto, ele foi um dos seis condenados no Mensalão a receber o perdão em 2016 em decisão do próprio STF.
Roberto Jefferson, então, voltou para a política e chegou a concorrer à Presidência. No entanto, voltou a ser condenado pelo STF em 2024.
Hoje, Roberto Jefferson cumpre prisão domiciliar em Comendador Levy Gasparian (RJ), por motivos de saúde. Ele foi condenado pelo STF a nove anos, um mês e cinco dias de prisão pelos crimes de calúnia, homofobia, incitação ao crime e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.