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Estratégia de Jerônimo na RMS é foco de análise no A TARDE Cast; confira

Analista diz que “força da máquina” na RMS é aposta para consolidar liderança de Jerônimo –

A engrenagem política que move a base governista na Bahia foi o tema central da análise do cientista político, Claudio André de Souza, em participação no A TARDE Cast, nesta quinta-feira, 16.

Para o especialista, a condução do processo de escolha do candidato a vice na chapa de Jerônimo Rodrigues (PT) pecou pelo excesso de visibilidade, gerando uma “exposição desnecessária” que poderia gerar custos políticos ao grupo.

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Desgaste interno

Diferente de articulações anteriores, onde as decisões da base aliada eram seladas em bastidores antes do anúncio oficial, o atual ciclo foi marcado por uma disputa pública entre partidos da coalizão. Para Claudio André, esse movimento expõe fissuras que a oposição pode explorar.

“A exposição feita pelo grupo de Jerônimo para a escolha do vice foi desnecessária. Em política, o tempo da maturação interna é vital. Quando se leva esse debate para a praça pública de forma prolongada, você não apenas desgasta os nomes envolvidos, mas também projeta uma imagem de falta de consenso”, afirmou o cientista.

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Ofensiva na RMS

Outro pilar da estratégia petista identificado por Souza é a concentração de esforços na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Com o controle do orçamento estadual, o governo tem acelerado a entrega de obras de infraestrutura e serviços como tática principal para angariar votos em um território historicamente disputado.

“O grupo que tem a máquina na mão entende que a RMS é o fiel da balança. A estratégia é clara: converter o ritmo de entregas em capital político direto, tentando sufocar a influência da oposição na capital e arredores”, explicou.

  • Aposta na infraestrutura: Aceleração de entregas para criar uma narrativa de eficiência.
  • Território estratégico: A RMS é vista como decisiva para equilibrar o jogo político frente à capital.

Peso da gestão

A análise aponta que o uso da estrutura governamental — a chamada “força da máquina” — é a aposta para neutralizar críticas e consolidar a liderança de Jerônimo Rodrigues frente aos novos desafios eleitorais.

No entanto, o especialista alerta que o sucesso dessa tática depende da capacidade do governo em transformar o “canteiro de obras” em uma narrativa de eficiência administrativa que ressoe com o eleitorado urbano.



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