O executivo de futebol do Esporte Clube Vitória, Sérgio Papellin, confirmou que o clube recebeu recusas de treinadores procurados para assumir o comando da equipe. Após a demissão de Jair Ventura, o Rubro-Negro segue no mercado em busca de um substituto, enquanto Cléber dos Santos permanece como técnico interino.
A declaração foi dada após a derrota por 3 a 0 para o Fluminense, nesta sexta-feira, 6, pelo Campeonato Brasileiro. Segundo Papellin, a diretoria chegou a procurar alguns nomes, inclusive já pensando na próxima temporada, mas encontrou dificuldades para avançar nas negociações por causa do calendário apertado.
“Fomos em busca de alguns treinadores, alguns nomes já pensando na temporada do ano que vem. Mas, infelizmente, o tempo é muito exíguo para trazer um treinador de ponta. Muitos recusaram porque preferiam começar um trabalho, mas continuamos no mercado”, afirmou o dirigente.
Papellin também deixou claro que o Vitória não descarta contratar um novo comandante ainda para a reta final do Brasileirão. A intenção é encontrar um profissional que possa trabalhar tanto nos últimos compromissos da temporada quanto no planejamento de 2027.
Vitória não descarta contratação imediata
O dirigente ressaltou que, apesar dos poucos dias disponíveis, a chegada de um treinador ainda pode acontecer. De acordo com ele, o prazo de aproximadamente 13 dias não impede uma mudança de desempenho, desde que o profissional tenha o perfil considerado adequado pela diretoria.
“Se conseguirmos um treinador com o perfil ideal, que achamos que seja capaz de trabalhar o final do campeonato e o início da próxima temporada, não vamos nos omitir e deixar de trazê-lo. Eu sei que o momento é complicado, são 13 dias. Mas há treinador que chega e, em uma semana, já consegue mudar a equipe”, explicou.
Como exemplo, Papellin citou a contratação de Juan Pablo Vojvoda para o Fortaleza, quando trabalhava no clube cearense. Segundo ele, em poucos dias de treinamento já era possível perceber uma mudança na equipe.
Questionado sobre a possibilidade de Vojvoda assumir o Vitória, o dirigente negou que exista uma negociação. Papellin revelou, porém, que conversou recentemente com o treinador, que está no Racing.
“Não, o Vojvoda é meu amigo particular. Nesta semana, até me ligou. Estava em Fortaleza, passando umas férias, mas conversei com ele. Ele me disse que, neste momento, está vivendo um período conturbado no Racing e prefere passar um tempo com a família, esperar o início da temporada para ver o que aparece para ele”, contou.
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Papellin comenta nomes de Palermo e Léo Condé
Outro treinador citado foi Martín Palermo, que trabalhou com Papellin no Fortaleza. O dirigente, entretanto, considera difícil tirá-lo do Platense, da Argentina, principalmente pela possibilidade de o clube disputar a próxima edição da Libertadores.
“É outro cara que trabalhou comigo, com quem tenho uma amizade. Mas ele está na final da Copa da Argentina com o Platense. Se conseguir uma vaga na Libertadores, é muito difícil trazer”, avaliou.
Papellin também mencionou Léo Condé como uma possibilidade que poderia ter boa receptividade no Vitória. O treinador tem identificação com o clube e mantém uma relação próxima com a diretoria, mas não houve conversa sobre um possível retorno.
“Um dos nomes que poderia aceitar o Vitória nesse momento seria o Léo Condé, pela ligação que tem com a diretoria e com o clube. Mas não tem nada conversado com ele. Seria um bom nome, na minha opinião”, declarou.
Jair Ventura foi demitido por rendimento
Ao explicar a saída de Jair Ventura, Papellin afirmou que a decisão foi tomada após a avaliação de que o time deixou de apresentar o rendimento esperado. Para o dirigente, existem dois fatores principais que justificam a demissão de um treinador: a perda do comando do elenco ou a incapacidade de extrair o potencial da equipe.
“A demissão do Jair se deu quando o time parou de render. Você pode demitir um treinador por duas coisas: ou ele perdeu o comando do grupo ou parou de conseguir extrair o rendimento da sua equipe. Então, achamos melhor tirar o Jair naquele momento”, explicou.