Didier Deschamps colocou um ponto final em sua passagem pela seleção da França. Neste sábado (18), o treinador confirmou que deixará o cargo após 14 anos à frente da equipe e afirmou que optou pela saída diante do desgaste que passou a enfrentar nos bastidores.
O anúncio foi feito em entrevista à emissora francesa M6, concedida depois da derrota para a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. Segundo Deschamps, permanecer no comando já não fazia sentido diante do cenário criado em torno de seu trabalho.
“Decidi que aquilo tinha que parar. E se tomei essa decisão, não foi por mim, digo sinceramente, foi pelo bem da seleção francesa. Talvez não o tenha dito antes, mas vou ser honesto: não tomei esta decisão por mim. Porque existia um ambiente que era muito irrespirável com relação a mim, e a seleção francesa não merece isso. A seleção francesa está acima de tudo. Ela não me pertence. Eu a servi em missão por quatorze anos. Não há nada acima desta camisa”, afirmou.
A despedida encerra um dos ciclos mais longos da história recente da equipe francesa. Desde que assumiu o cargo, em 2012, substituindo Laurent Blanc, Deschamps comandou a seleção em grandes campanhas e conquistou a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Quatro anos depois, levou os franceses ao vice-campeonato no Catar e ainda levantou o título da Liga das Nações da Uefa na temporada 2020/21.