Na véspera do tradicional desfile do 2 de Julho, o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil (UB), ACM Neto, promoveu um encontro com vereadores na capital baiana. No ato com legisladores de Salvador e diversas regiões do interior da Bahia, Neto prometeu criar um canal direto de diálogo com a categoria, caso seja eleito governador da Bahia.
No campo adversário, o encontro foi classificado como “improviso de pré-campanha”. O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), líder do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), afirmou que a promessa de reunir mais de mil vereadores na capital não se confirmou, predominando a presença de “aliados políticos, servidores da Prefeitura de Salvador e lideranças da capital”.
“Enquanto uns fazem eventos para produzir imagem, Jerônimo percorre a Bahia, escuta a população e transforma as demandas em investimentos e entregas concretas. É esse jeito de governar que tem fortalecido a parceria com os municípios e garantido resultados para os baianos”, disse o deputado petista.

No grupo aliado de ACM Neto, quem respondeu o líder governista foi o deputado estadual Luciano Ribeiro (UB). Correligionário de Neto, Ribeiro afirmou que a fala de Rosemberg revela o “desprezo” do grupo do governador Jerônimo Rodrigues pelos representantes que estão mais próximos da população.
Segundo Ribeiro, é lamentável que o líder do governo tente desqualificar a participação dos vereadores em um momento de diálogo político.
“É uma declaração que demonstra um enorme desrespeito aos vereadores da Bahia. São homens e mulheres eleitos pelo voto popular, que conhecem de perto os problemas das suas cidades e estão diariamente ouvindo e atendendo às demandas da população. Desmerecer esse trabalho é desmerecer a própria democracia”, afirmou.


Demandas da população
Durante o encontro, ACM Neto agradeceu o apoio das lideranças e enalteceu a importância dos mandatos municipais na identificação das demandas da população.
“Se Deus permitir, nós ganharmos o governo, os vereadores vão ter vez e voz no nosso governo. Nós vamos criar um instrumento direto para para que o governo recepcione as sugestões, as solicitações e reivindicações de cada vereador em nosso estado, porque a gente sabe que não é fácil o vereador chegar e marcar uma audiência com um secretário, com uma autoridade. Então nós vamos ser um instrumento para reunir as reivindicações de cada um de vocês”, disse.